Agência CEBDS
22/03/2019 11:00

NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA, É PRECISO FALAR SOBRE A IMPORTÂNCIA DO SANEAMENTO BÁSICO


São Paulo, março 2019 - O Dia Mundial da Água, em 22 de março, é um convite para reflexões que vão além do consumo consciente. A data sugere uma reflexão sobre a falta de acesso à água potável e ao tratamento de esgoto no Brasil – uma questão crucial que afeta seriamente a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas no país, e o desenvolvimento de nossas cidades.


De acordo com o Instituto Trata Brasil, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada. E, no contexto global, entre 200 países, o Brasil ocupa o 112° lugar no Índice de Desenvolvimento de Saneamento, apesar de ser a 9ª maior economia no mundo.


Além dos conhecidos problemas de saúde, constatamos que a falta de saneamento também reforça a desigualdade de gênero em todo o país. É o que revela o estudo “Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira”, realizado pela BRK Ambiental, em parceria com o Instituto Trata Brasil e a Rede Brasil do Pacto Global. A análise aponta que uma em cada quatro mulheres não tem acesso adequado ao saneamento. A universalização dos serviços poderia tirar imediatamente 635 mil brasileiras da pobreza.


A pesquisa constatou também que 1,5 milhão de mulheres não tem banheiro em casa e que a renda delas é 73,5% menor em comparação às demais trabalhadoras. Elas se afastam mais do trabalho por adoecerem ou terem que cuidar das enfermidades da família causadas pela falta de saneamento básico. A falta de acesso ao saneamento traz danos graves para a saúde, educação e renda das mulheres e, por consequência, das famílias brasileiras.


Aliás, o acesso a este serviço poderia proporcionar um acréscimo de R$ 321 em média, à renda anual de cada uma dessas brasileiras, ou seja, mais de R$ 12 bilhões ao ano à economia do país.


O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), lançado em 2013 pelo governo federal, previa alcançar a universalização do abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto no Brasil até 2033. Para isso, seria necessário investir cerca de R$ 20 bilhões ao ano.  Do contrário, com os investimentos atuais, o país só atingiria a meta em 2050.


Neste cenário, é fundamental discutirmos com toda a sociedade como é possível transformar a realidade de milhões de pessoas com o acesso ao saneamento básico. A medida provisória que atualiza o marco legal do setor, em tramitação no Congresso, é um passo importante para mudar esse cenário e trazer a segurança necessária para impulsionar investimentos para a universalização dos serviços de água e do esgoto. Assim, com acesso às condições básicas de saúde, é possível estruturar uma sociedade mais igualitária.


Teresa Vernaglia é presidente da BRK Ambiental, empresa privada de saneamento presente em mais de 185 municípios do país, responsável por beneficiar mais de 15 milhões de pessoas.


 

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