Agência EY
18/07/2022 11:54

Alcance das metas globais do clima depende da união entre governos e empresas


Relatório mostra que é necessário mobilizar capital para financiar a transição verde, usar tecnologia limpa e investir em inovação, além de medir e relatar a sustentabilidade



Diversos países assumiram, no ano passado, compromissos de adotar medidas para conter o aquecimento global, durante a 26ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (COP26). Mas, sozinhos, eles não podem resolver a crise climática. O papel das empresas será fundamental e as parcerias público-privadas (PPPs) serão essenciais, aponta relatório da consultoria EY.



A COP26 reforçou o objetivo de limitar o aquecimento global em 1,5°C, e, como alerta, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente afirmou que é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa em sete vezes mais do que o esperado para a década. Também foi regulamentado o mercado de carbono e reconhecida a necessidade de redução de 45% das emissões até 2030.



Para alcançar essas metas, de acordo com o relatório, as empresas devem realizar três ações: mobilizar capital para financiar a transição verde, usar tecnologia limpa e investir em inovação, além de medir e relatar a sustentabilidade.



Transição verde



A transição verde requer financiamento significativo. Os governos de mercados desenvolvidos ainda estão mobilizando os US$ 100 bilhões que comprometeram com o financiamento climático internacional como parte do Acordo de Paris, em 2015. A pandemia de Covid-19 prejudicou as ações e, por isso, o capital privado será essencial.



Bancos, por exemplo, estão montando equipes e ofertas financeiras sustentáveis. A Glasgow Financial Alliance for Net Zero (GFANZ), lançada antes da cúpula, vai acelerar esses esforços. Ela reúne bancos, gestores de ativos, seguradoras e outros para mobilizar trilhões de dólares em financiamento para a transição verde. À medida que as instituições financeiras se voltam para o financiamento verde, as empresas de todos os setores precisam criar projetos que possam alavancar esse capital, aponta o relatório.



Tecnologia limpa e a inovação



Parcerias público-privadas (PPPs) são necessárias para o desenvolvimento de tecnologias limpas rapidamente e em escala. O setor privado é onde essas inovações para a sustentabilidade ocorrerão e onde novos empregos verdes serão criados, segundo o relatório.



Os veículos elétricos (EVs) são um exemplo. A Agência Internacional de Energia relata que a frota global de veículos elétricos cresceu para 7,2 milhões em 2019, com mais de 2,1 milhões de vendas somente naquele ano. Dezenas de montadoras agora competem nesse mercado globalmente. Essa expansão foi impulsionada principalmente pela inovação privada e pela demanda do consumidor.



O relatório também mostra que companhias de energia estão investindo em energias renováveis e no uso e armazenamento de captura de carbono (CCUS). As empresas de consumo estão inovando nas embalagens para torná-las mais degradáveis após o uso e não prejudicarem o meio ambiente. E as empresas de tecnologia estão criando soluções de software que ajudam as empresas a gerenciar e relatar métricas ambientais, sociais e de governança (ESG).



Medir e relatar sustentabilidade



Os relatórios desempenharão um papel crucial. Investidores estão pressionando as empresas a relatar mais métricas ESG. Na pesquisa EY Climate Change and Sustainability Services (CCaSS) de 2020, 72% disseram que realizam avaliação estruturada e metódica de divulgações não financeiras relacionadas aos aspectos ambientais e sociais do desempenho de uma empresa.



Há também empresas que já estão estudando como tornar seus relatórios de sustentabilidade tão rigorosos quanto seus dados financeiros, pois desempenham um papel mais importante na narrativa dos investidores da empresa.



 

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