Agronegócios
17/05/2022 10:29

Boa safra/Colpo: carteira de pedidos do 1tri22 reforça expectativa de ano excelente


Por Isadora Duarte

São Paulo, 16/05/2022 - A Boa Safra Sementes, uma das principais produtoras de sementes de soja do Brasil, está otimista com o seu potencial de resultados e com a demanda por sementes para este ano, segundo o diretor presidente da companhia, Marino Colpo. "A carteira de pedidos do primeiro trimestre, de R$ 742 milhões de pedidos a performar (a partir do terceiro trimestre), reforça nosso otimismo. Até o momento, caminhamos para ter um excelente ano", disse Colpo em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro.

Um dos motivos do "otimismo" da empresa com o desempenho a ser reportado no ano citado por Colpo é o aumento de 58,8% na carteira de pedidos na comparação do primeiro trimestre deste ano contra igual período do ano passado, encerrando os três primeiros meses deste ano com R$ 742 milhões em contratos de venda a performar. "O nosso histórico mostra que de 85% a 90% dos pedidos se traduzem em vendas líquidas", comentou o CFO (diretor financeiro) da Boa Safra, Felipe Marques. Outro fator que tende a estruturar o crescimento da companhia é o aumento de 30% na capacidade produtiva dos atuais 130 mil big bags para 170 mil big bags, viabilizados pela expansão de centros de distribuição e unidades de beneficiamento de sementes. "De um lado, temos crescimento na capacidade produtiva. Por outro, aumento de pedidos com potencial incremento de preços. Essas vendas serão concretizadas no segundo semestre, finalizando um bom ano", apontou Marques.

Um terceiro indicador para sustentação do crescimento da empresa é o incremento no volume recebido de soja da safra 21/22, de 22,3%, para 203,02 mil toneladas de matéria-prima que será beneficiada pela empresa e comercializada para a safra 2022/23.

Colpo também destacou como indicador positivo o fato de que 90% dos pedidos da carteira encerrada no primeiro trimestre são sementes com biotecnologia embarcada, ou seja, com maior valor agregado. "Estamos indo muito bem na venda de sementes tratadas. No ano passado, aumentamos o volume de vendas de sementes tratadas em 75% ante o ano anterior e seguimos animados com esse crescimento. A demanda por sementes com tecnologia e tratamento continua crescente", disse.

Na avaliação do diretor presidente da Boa Safra, o elevado custo de produção das culturas agrícolas leva o produtor a investir em sementes de maior qualidade, como as com biotecnologia embarcada que possuem maior teor de germinação e vigor. "Vimos que, com aumento do custo de produção, principalmente de insumo e fertilizantes, o produtor tem comprado materiais que entregam maior qualidade e que entregam o resultado esperado. Neste ano de lavouras caras sinto que o produtor está com medo de errar, por isso escolhe tecnologia de melhor qualidade", disse Colpo.

Ele observou que, apesar do incremento elevado no custo de produção, a margem de rentabilidade da soja ainda está boa, o que permite o investimento do produto em tecnologia para a lavoura. "Para a próxima safra, a margem do produto (soja) deve voltar para a média e a lavoura deve ser mais cara que nos últimos anos. Com isso, produtor tem decidido a não economizar em sementes com biotecnologia para não errar", pontuou.

Expansão - Em meio à demanda firme pelos seus produtos, a Boa Safra segue investindo na expansão das suas plantas. O Capex (investimento realizado no trimestre) da empresa foi de R$ 74,32 milhões no primeiro trimestre deste ano. No primeiro trimestre deste ano, a companhia concluiu a primeira linha de produção da planta de Jaborandi (BA) e em abril, iniciou as obras de uma unidade de beneficiamento de sementes em Primavera do Leste (MT), com capacidade de produção e armazenagem de 20 mil big bags. Outras duas obras estão em andamento: a construção do centro de distribuição de Balsas (MA) e o de Sorriso (MT), que também terão capacidade de armazenagem inicial de 20 mil big bags cada. "Nossa expectativa é que a obra de Primavera do leste fique pronta em fevereiro do ano que vem e os centros de distribuição devem ficar prontos no fim deste ano", antecipou Colpo.

Além destes três projetos, a companhia já estuda o planejamento de novas plantas e centros de distribuição. De acordo com Colpo, o objetivo da empresa é ter 14 unidades espalhadas pelo País. Hoje conta com seis: Formosa (GO), Cabeceiras (GO), Buritis (MG), Água Fria (GO), Planaltina (DF) e a de Jaborandi (BA). "Vamos construindo de três em três. A expectativa anunciada pela companhia na abertura de mercado era de atingir capacidade produtiva de 360 mil big bags em 2026. Hoje, temos capacidade de 130 mil big bags, encerraremos o ano com capacidade de 170 mil big bags e entraremos 2023 com 190 mil big bags. Nossa expansão não parou", afirmou Colpo. Com a expansão, a meta é atingir uma maior fatia de mercado, hoje de 6%.

Sobre a localização destas futuras plantas, Colpo conta que a ideia é manter as unidades de beneficiamento nos principais polos agrícolas do País, enquanto os centros de distribuição devem ficar em um raio de até 300 km das áreas de produção.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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