Agronegócios
20/01/2022 16:40

Agricultura/Pedro Loyola Jr.: programa de subvenção do seguro Rural teve resultado recorde em 2021


Por Isadora Duarte

São Paulo, 20/01/2022 - Os resultados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do governo federal foram recordes no ano passado, segundo o diretor do departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Augusto Loyola Jr. No ano passado, o governo destinou R$ 1,18 bilhão ao programa e área segurada somou 14 milhões de hectares, disse. Os dados foram apresentados por Loyola há pouco em evento online realizado pela Mapfre seguradora na tarde desta quinta-feira.

Em 2021, 121.220 produtores acessaram o programa com 217.934 apólices. "Mantivemos o porcentual de cobertura da soja em 20% e, com isso, conseguimos ampliar o leque de produtores cobertos pelo seguro", pontuou. O valor segurado no ano passado foi de R$ 68,3 bilhões. O prêmio totalizou R$ 4,25 bilhões. De acordo com Loyola, as indenizações pagas por seguradoras aos produtores atingiram R$ 4,1 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. "Foram R$ 4,1, bilhões que o governo deixou de gastar com indenizações no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro)", comentou Loyola. O Estado do Paraná respondeu por 32,6% do valor subvencionado e a cultura da soja respondeu pelo maior volume de contratos.

Para 2022, Loyola destacou que o orçamento da União prevê R$ 990 milhões ao PSR. "Neste ano, teremos destinação de recursos mais eficiente", apontou Loyola. De acordo com o diretor do ministério da Agricultura, atualmente 15 seguradoras privadas estão credenciadas no PSR. "Estamos assinando contrato com outras duas, que devem entrar em fevereiro, e uma terceira tem expectativa de trabalhar com programa na nova safra que inicia em julho. Talvez em 2023 tenhamos 20 seguradoras privadas no PSR - número próximo ao visto nos Estados Unidos e Europa", afirmou.

Também presente na live, o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogerio Boueri Miranda, afirmou que o programa de subvenção traz menor ameaça à estabilidade fiscal do governo que o seguro próprio, caso do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). "No Proagro, o risco é assumido pelo Tesouro. Em uma situação de forte seca pode gerar elevada indenização pelo Proagro e comprometer metas fiscais porque o Tesouro tem de arcar com os riscos. Na subvenção, o Tesouro sabe quanto irá gastar e, em caso de sinistro, a instituição financeira indeniza o produtor", apontou.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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