Agronegócios
14/10/2021 08:52

Trigo: Abimapi prevê crescimento de 5% na receita com panetones neste ano; volume deve crescer 2%


Por Isadora Duarte

São Paulo, 14/10/2021 - A Associação Brasileira da Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) prevê crescimento de 5% no faturamento com panetones neste ano, para R$ 890 milhões no período sazonal (novembro a janeiro). Em volume, as vendas do produto devem crescer 2%, para 41 mil toneladas, projeta a Abimapi. No ano passado, o setor faturou R$ 848 milhões com comercialização de 40 mil toneladas de panetones.

Pesquisa encomendada pela entidade à Kantar Worldpanel Division, sobre hábitos de consumo, apontou que 52,4% dos lares brasileiros consomem panetone. "Quando analisados a classe social e a idade dos consumidores do panetone, ele se concentra nas classes mais altas (A/B), mas expande volume nas C/D/E, principalmente entre os consumidores mais maduros com idade entre os 40 e 49 anos de idade", informou a Abimapi na nota. Quanto à ocasião de consumo, 49,4% dos consumidores ingerem o alimento no café da manhã, outros 29,7% consomem no lanche da tarde e 10,8% no lanche da manhã. O consumo per capita do País é de 440 gramas, o equivalente a um panetone inteiro.

No mercado internacional, o Brasil é o segundo maior player global de panetones, atrás apenas da Itália, disse a Abimapi. Para este ano, a entidade afirmou que espera aumento nas vendas externas, mas sem especificar a ordem do incremento. Segundo a associação, as exportações brasileiras de panetones cresceram 1% em 2020 ante 2019 para 5,8 mil toneladas. "Entre janeiro e julho de 2021, já foram exportadas pouco mais de 600 toneladas de panetones, o dobro de igual período do ano passado. Assim, espera-se aumento nas vendas internacionais do produto ao fim de 2021", afirmou a entidade. Em valor exportado, os Estados Unidos são o principal destino do panetone brasileiro, contribuindo com 59% das vendas externas. Na sequência constam Peru (15%), Paraguai (5%), Japão (4%) e Uruguai (3%).

As fabricantes de industrializados de trigo são responsáveis por um terço do consumo nacional de farinha de trigo.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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