Agronegócios
13/02/2020 12:17

Alimentos: Nestlé registra receita de US$ 94,6 bilhões no acumulado de 2019 (+1,3% ante 2018)


Por Isadora Duarte, com informações da Dow Jones Newswires

São Paulo, 13/02/2020 - A Nestlé informou nesta quinta-feira que a receita bruta da companhia no acumulado de 2019 aumentou em 1,3% ante 2018, chegando a 92,6 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 94,6 bilhões) ante 91,4 bilhões de francos suíços obtidos no ano anterior. Foi o quarto período consecutivo em que a empresa registrou alta nas vendas.

O lucro líquido da companhia aumentou 24,7% na comparação anual de 10,1 bilhões de francos suíços para 12,6 bilhões de francos suíços (US$ 12,9 bilhões). A Nestlé disse que o aumento no lucro líquido foi impulsionado pela venda de seus negócios de saúde da pele.

Analistas consultados pela FactSet esperavam lucro líquido de 11,77 bilhões de francos suíços e receita de 92,97 bilhões de francos suíços. Após a divulgação dos resultados financeiros, os papéis da companhia, negociados na Bolsa de Valores de Zurique (SWXE, na sigla em inglês), recuavam 3% a 103,80 francos suíços por ação, às 10h30 de Brasília.

No período, o crescimento orgânico da Nestlé foi de 3,5%. "O crescimento orgânico acelerou, puxado por um bom momento nos Estados Unidos e na Purina PetCare (divisão de ração animal) em todo o mundo", disse o CEO global da Nestlé, Mark Schneider, em comunicado divulgado para a imprensa. A Nestlé afirmou também que espera uma alta contínua no crescimento orgânico das vendas e projeta uma aceleração do crescimento no período de 2021 a 2022. Quanto ao surto de coronavírus, a empresa ressaltou que ainda é muito cedo para avaliar o impacto da doença.

O banco Citi avalia que os resultados anuais da Nestlé geram dúvidas sobre a necessidade da companhia tomar novas decisões estratégicas. A instituição financeira atribui o desempenho da companhia aquém das expectativas ao quarto trimestre mais fraco de vendas e à pressão nos negócios de água. "Acreditamos que a nova perspectiva pode ser vista como um sinal de que mais mudanças podem ser necessárias para que o crescimento acelere", considera o Citi.

Contato: isadora.duarte@estadao.com
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