Agronegócios
15/05/2018 16:09

Marfrig/Secco: houve acirramento da competição entre proteínas no mercado brasileiro


São Paulo, 15/05/2018 - O CEO da Marfrig, Martín Secco, comentou há pouco, em teleconferência com investidores, a respeito da maior concorrência verificada no mercado interno entre as proteínas de frango e bovina no primeiro trimestre deste ano e sobre o aumento de 67% na exportação de carne in natura ante igual período de 2017. "Essa expansão refletiu o esforço da companhia em maximizar as vendas no mercado externo frente a um ambiente complexo no mercado doméstico brasileiro", apontou.

O executivo destacou que o esforço para ampliar as exportações da proteína vermelha se deveu principalmente ao acirramento da concorrência no Brasil, principalmente com o frango, por causa da suspensão temporária de 20 unidades exportadoras nacionais de carne de aves para a União Europeia. Além disso, o cenário global é mais favorável, complementou. "Neste primeiro trimestre tivemos um ingrediente diferente. Além da queda do consumo, com a pressão das despesas extras com escola e impostos sobre o orçamento das famílias, houve maior oferta de proteínas, com destaque para a carne de frango. A relação de preços entre as proteínas bovina e de frango se distanciou consideravelmente e por consequência houve maior competição", apontou o executivo. Secco disse ainda que a tendência da carne bovina, que vinha acompanhando a dinâmica do preços do gado no mercado físico, sofreu uma maior pressão ao longo do trimestre, principalmente entre os cortes do dianteiro.

O executivo ressaltou a expansão de 24% da receita líquida da empresa ante igual período do ano anterior, explicada principalmente pelo crescimento de 42% dos abates de bovinos da divisão Beef, de 887 mil cabeças no trimestre. Segundo ele, o movimento acompanhou o maior volume de abates no Brasil e no Uruguai, em meio ao momento positivo do ciclo do gado aqui e a um verão menos chuvoso no Uruguai, que alterou as condições de pastagem, ampliando a oferta de bois gordos. Questionado por um analista sobre a reativação de plantas no Brasil em um cenário de maior oferta de bovinos e pressão sobre preços, Secco disse que as unidades reativadas estão com performance dentro da capacidade que a empresa esperava. "Estamos confiantes de que a decisão (de reativar plantas) foi correta."

Sobre o resultado da Keystone, o CFO da Marfrig, Eduardo Miron, destacou que a empresa teve "um trimestre sólido no que tange a volume de vendas e receita, mas enfrentou desafios que influenciaram a rentabilidade", com tendência de normalização no fim da segunda metade do trimestre. Ele citou a substituição de um grande cliente da área industrial por novos clientes, cujos volumes ainda estão em fase de crescimento. (Leticia Pakulski - leticia.pakulski@estadao.com)
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