Agronegócios
05/10/2018 19:37

Aftosa/Agricultura: Paraná poderá interromper vacinação antes do tempo


São Paulo, 05/10/2018 - O Paraná deve antecipar para maio do ano que vem a retirada da vacinação contra a febre aftosa se resolver pequenas inconformidades, disse hoje o Ministério da Agricultura. Entre as inconformidades verificadas está a necessidade de melhorias em postos fiscais. Inicialmente, o Estado deixaria de vacinar o rebanho apenas em 2021. O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA)do Ministério, Guilherme Marques, disse, em nota, que o ministério enviará a autoridades paranaenses ainda neste mês o relatório das inconformidades encontradas em duas auditorias realizadas ao longo deste ano. Elas deverão informar quando resolverão as pendências.

Caso, o ministério aceite as correções providenciadas, o estado será autorizado a começar a retirada da vacinação, em sete meses, juntamente com o Acre, Rondônia, parte do Amazonas e de Mato Grosso, estados que fazem parte do chamado bloco 1 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Atualmente o Paraná, que tem rebanho de 9,5 milhões de bovinos, faz parte do bloco 5 do PNEFA, cuja retirada da vacina está prevista para 2021.

Nesta semana, integrantes do DSA e representantes das 27 unidades federativas, estiveram reunidos na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília, para avaliar o primeiro ano de execução do PNEFA (2017/2026). Conforme Marques, para dar suporte ao programa, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) está buscando no Congresso Nacional emendas parlamentares que garantam R$ 150 milhões para a defesa, dos quais R$ 100 milhões serão direcionados à saúde animal nos estados.

Ainda conforme a nota do Ministério, o chefe da Divisão de Febre Aftosa do ministério, Diego Viali, informou que o cronograma do PNEFA está ocorrendo dentro do previsto, com os estados do bloco 1 realizando as ações esperadas. Também estão sendo tomadas as medidas para organizar os blocos 2 e 3. Do 2, fazem parte Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. O 3 é integrado por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
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