Economia & Mercados
13/11/2017 21:55

Petrobras: produção atinge 2,749 mi de barris/dia no 3º trimestre


A Petrobras produziu um total de 2,749 milhões de barris por dia de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 4,18% em relação a igual intervalo do ano anterior, quando a produção foi de 2,869 milhões de barris por dia. Na comparação os três meses imediatamente anteriores, de 2,776 milhões de barris ao dia, houve recuo de 1%.

A produção média de petróleo da companhia no Brasil, de julho a setembro, foi de 2,197 milhão de barris por dia (bpd), abaixo do registrado em igual intervalo de 2016 (2,297 milhões de barris ao dia) e também inferior na comparação com o segundo trimestre deste ano (2,225 milhões de barris por dia).

PIDV
A Petrobras encerrou o terceiro trimestre com um total de 62.528 empregados, uma redução de 12% em comparação o mesmo período de 2016, em função do plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV).

O efeito desse item foi positivo em R$ 87 milhões no balanço da estatal entre julho e setembro, ante valor negativo de R$ 2,472 bilhões em igual intervalo de 2016. No ano, a petroleira teve efeito positivo de R$ 756 milhões com o PIDV, ante valor negativo de R$ 3,685 bilhões nos nove primeiro meses de 2016.

Contingências judiciais
O resultado financeiro da Petrobras no terceiro trimestre veio abaixo do projetado, principalmente, por conta de razões não recorrentes. Entre elas, as principais foram a regularização de débitos federais, com a adesão ao Refis, e o provisionamento para pagamento de ações judiciais.

Durante coletiva de imprensa para apresentação do resultado do terceiro trimestre, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, informou ainda que a empresa mantém a previsão de divulgar até o fim do ano a revisão do plano estratégico, que trará a previsão de investimento para até 2022. "Não esperem revisão radical no plano de negócios", afirmou.

Parente reafirmou ainda a política de preços dos combustíveis, de revisões praticamente diárias. A retração das margens de refino é o destaque negativo do desempenho da companhia em nove meses e também no terceiro trimestre. Com a retração do mercado interno, a empresa direcionou a produção para a exportação, que paga margens menores do que as do Brasil. O resultado foi a redução dos ganhos.
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