Economia & Mercados
28/12/2021 10:11

Exclusivo: Spic mira aquisições e projetos híbridos para adicionar 10 GW ao portfólio até 2025


Por Wilian Miron

São Paulo, 27/12/2021 - Enquanto avança na construção de 450 megawatts (MW) de usinas eólicas na Paraíba, a Spic Brasil quer adicionar 10 gigawatts (GW) em seu portfólio de geração de energia até 2025 e se posicionar entre as três maiores empresas deste segmento no País. A meta é acrescentar 2 GW por ano ao seu portfólio neste período.

Em entrevista ao Broadcast Energia, a presidente da empresa, Adriana Waltrick, disse que a Spic tem olhado para o mercado atrás de potenciais aquisições de hidrelétricas já operando e de eólicas. Além disso, tanto as usinas hídricas quanto as eólicas da companhia, segundo Waltrick, tendem a receber a instalação de painéis fotovoltaicos para se tornarem híbridas nos próximos anos, aproveitando a regulamentação desta modalidade de geração aprovada recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Avaliamos todas as oportunidades de expansão [no Brasil]", afirmou.

Segundo ela, as primeiras iniciativas para a construção de usinas híbridas já começaram, junto com o projeto de modernização da hidrelétrica São Simão, que além de obras para otimização do ativo, receberá painéis fotovoltaicos nas bordas do reservatório, adicionando 48 megawatts à usina, que fica na divisa entre Minas Gerais e Goiás. Outro empreendimento que se tornará híbrido é o Complexo Eólico Vale dos Ventos, na Paraíba, onde serão adicionados 5 MW de geração solar associada à eólica.

A empresa olha também para oportunidades de geração térmica a gás natural, que deve ganhar projeção como energia de reserva em meio à transição energética. Neste segmento, de acordo com Waltrick, a empresa avalia a possibilidade de um futuro aumento de participação nas usinas da Gás Natural Açu (GNA) I e II, que totalizam aproximadamente 3 GW de capacidade instalada, e há também a possibilidade de expansão desses projetos no Porto do Açu. "Vamos continuar investindo em renováveis e em energia de reserva", disse.

Outra fonte de crescimento da Spic nos próximos anos está na área de smart energy com a implantação de sistemas inteligentes em prédios públicos, com sistemas de geração solar e cogeração com resíduos produzidos nos edifícios. Além disso, segundo a presidente da Spic, esses projetos utilizarão baterias para garantir o suprimento energético. Um piloto dessa iniciativa tem sido desenvolvido junto ao Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e deve ficar pronto no início de 2022.

A companhia também trabalha para se posicionar no mercado de hidrogênio verde, que tem sido considerado o combustível do futuro, com potencial para substituir derivados petróleo, por exemplo.

De acordo com Waltrick, para avançar nessas áreas a empresa pretende se espelhar na experiência de sua matriz na China, onde já existem iniciativas mais maduras neste sentido, e o hidrogênio tem sido usado na área de mobilidade, tanto em ônibus, quanto em trens. "Essa tecnologia queremos também trabalhar no Brasil". Contudo, no primeiro momento a tendência é que a empresa produza amônia para fertilizantes, e que tenha plantas piloto de hidrogênio operando a partir de 2023.

Contato: energia@estadao.com
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