Economia & Mercados
12/06/2018 16:59

Pão de Açúcar diz que não mudou premissas orçamentárias após efeitos da greve


O presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirmou que a companhia não teve até o momento nenhuma alteração de planejamento provocada pelos acontecimentos das últimas semanas que afetaram as vendas do varejo, como a greve dos caminhoneiros e a crise de desabastecimento. Ele afirmou que "neste momento nada justifica que se mude a estratégia", ressaltando que essa visão vale tanto para o negócio de varejo alimentar como para a Via Varejo.

Estermann, que participa nesta terça-feira de evento com varejistas em São Paulo, afirmou que a paralisação de caminhoneiros trouxe consequências "importantes", mas completou que o impacto é reversível: "não foi nada que não se consiga recuperar".

Apesar dessa avaliação, Estermann disse que o negócio da Via Varejo, empresa de comércio de eletroeletrônicos, é naturalmente mais suscetível a impactos do ambiente macroeconômico do que o varejo alimentar, que é um negócio mais resiliente. Ao fazer essa ponderação, ele considerou que será preciso avaliar o andamento da economia neste segundo semestre para tomar decisões na Via Varejo. Ele garantiu, no entanto, que projetos determinantes para aceleração das receitas serão mantidos e concluídos.

Questionado sobre a venda de televisores às vésperas da Copa do Mundo, Estermann reconheceu que a evolução tem sido "um pouco mais lenta". Ele afirmou, no entanto, que a companhia continua motivada e otimista.

Preços
O executivo reconheceu ainda que há um cenário de pressão sobre os custos de fornecedores, que, por sua vez, buscam elevar preços. No setor alimentar, ele avaliou que produtos perecíveis e proteínas tiveram uma forte ruptura em razão da paralisação de caminhoneiros. "Existe um aumento de custo para a indústria, que ela tenta repassar, mas tentar é uma coisa e repassar de fato é outra", concluiu.
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