Economia & Mercados
16/04/2018 19:20

IIF: crescimento mundial será forte em 2018, mas tensões comerciais sugerem falta de sincronia


São Paulo, 16/04/2018 - Após um ano forte, o crescimento econômico mundial será ainda mais robusto em 2018, de acordo com o Instituo de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). No entanto, a organização, que reúne os 500 maiores bancos do mundo, pondera ao dizer que as recentes tensões comerciais devem impulsionar uma falta de sincronia na economia mundial. Além disso, a organização acredita que as pressões inflacionárias nos mercados desenvolvidos devem continuar moderadas, o que exclui a possibilidade de um aperto súbito da política monetária.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o IIF acredita que, apesar das tensões comerciais, a combinação de forte crescimento e inflação bem-comportada nos mercados desenvolvidos será "uma boa base para um sólido crescimento nos mercados emergentes, onde nossa projeção permanece inalterada em 5%". Para a economia global, o instituo prevê aceleração da expansão econômica, que passaria de 3,2% no ano passado para 3,5% em 2018. No próximo ano, no entanto, a falta de sincronia levará a uma leve desaceleração, para 3,4%.

Em 2019, o IIF acredita que os mercados emergentes crescerão marginalmente mais do que neste ano, contudo a expansão econômica nas economias consideradas maduras irá desacelerar para 2,2% à medida que o impacto inicial dos estímulos fiscais nos Estados Unidos se dissipar. "Embora a perspectiva global seja positiva, os riscos relacionados ao protecionismo comercial e à incerteza política continuam relevantes, como mostra a reação dos mercados às medidas comerciais que foram anunciadas recentemente", afirma a organização.

Nesse sentido, os dados indicam que a recuperação global continua no caminho certo, apesar dos mercados financeiros nervosos, aponta a instituição. No documento, o IIF cita o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial global, que subiu no primeiro trimestre deste ano e está em território expansionista. No entanto, "a recuperação sincronizada parece frágil, dado que estamos vendo menos mudanças positivas no PMI nos últimos meses. O impacto diferencial das incertezas relacionadas ao comércio entre importadores e exportadores pode explicar, em parte, o desaparecimento da sincronia".

Em relação às economias desenvolvidas, o IIF acredita que o crescimento na zona do euro irá atingir 2,5% neste ano, "à medida que efeitos defasados dos estímulos do Banco Central Europeu (BCE) se consolidarem e que os retornos da confiança e o ciclo de desalavancagem chegarem ao fim". Para 2019, o instituto acredita que o crescimento convergirá para o potencial, recuando para 2,1%. O instituto acredita que o BCE irá encerrar o programa de compras de ativos no fim deste ano e começará a aumentar a taxa de depósito em 2019.

Já a economia do Japão irá crescer 1,4% em 2018, antes de desacelerar para 1,2% em 2019, conforme a consolidação fiscal recomeça. "Esperamos que a política monetária permaneça suspensa com as metas do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) inalteradas neste ano e no próximo."(Victor Rezende - victor.rezende@estadao.com)
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