Economia & Mercados
13/05/2022 17:00

Diante de cenário macro, CPFL vê oportunidades de crescimento com cautela, diz Estrella


Por Luciana Collet

São Paulo, 12/05/2022 - O cenário macroeconômico atual, de taxas de juros elevadas e perspectiva de inflação em patamares mais elevados, tem feito a CPFL Energia manter uma visão ainda mais cautelosa sobre as oportunidades de crescimento da companhia. Em entrevista ao Broadcast Energia, o presidente da companhia, Gustavo Estrela usou os termos “cautela e prudência” para comentar sobre as perspectivas de expansão, seja para movimentos de crescimento orgânico, com investimento em novos projetos, seja para aquisições.

Ainda assim, ele garantiu que a companhia vai participar do próximo leilão de empreendimentos de transmissão, marcado para o fim de junho, como também afirmou que a empresa está analisando oportunidades de aquisição nos segmentos de geração, transmissão e distribuição. “Temos avaliado oportunidades, de maneira seletiva, para escolher os nossos novos investimentos”, disse. “A gente monitora o mercado, olha todas as oportunidades, temos algumas linhas em execução, tem projetos em geração, olha também em distribuição, mas de maneira muito seletiva, reforçando o nosso pilar de disciplina financeira”, reforçou.

Dentre os ativos no mercado já comentados por outros agentes, Estrella admitiu que a companhia deve avaliar Enel Goiás. “Olhamos, sempre por dever de ofício, vamos olhar, é um ativo de distribuição que interessa e casa com nossa estratégia, mas com toda a prudência e cautela possível, é ativo com vários desafios”, disse.

No caso do próximo leilão de transmissão, Estrella afirmou que a empresa está analisando os projetos e deve disputar algum lote, mas admite que a companhia pode não ter a competitividade necessária para arrematar algum empreendimento no certame, que promete ter, mais uma vez, competição bastante acirrada. “Esperamos um cenário muito parecido com o do ano passado. No último leilão, de dezembro, já estava dado um cenário de alta de juros e aumento de commodities, alta de preços de forma generalizada - de equipamentos, de serviços, de tudo -, na nossa visão já tinha novo patamar de investimentos nas linhas e vimos leilão com deságios parecidos com leilões anteriores”, disse. “Pouco mudou da perspectiva de dezembro para o que temos agora e se o mercado segue operando com mesma agressividade e competição, a gente acha que é pouco competitivo.”

Contato: Luciana.collet@estadao.com
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