Economia & Mercados
05/12/2018 12:56

Superintendência do Cade aprova joint venture com Correios, diz Azul


A Azul informou nesta quarta-feira, 5, que a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a criação de uma sociedade com os Correios voltada à solução logística integrada para prestação de serviços de transporte regular e não regular de carga e malas postais por via aérea e terrestre, em âmbito nacional.

Segundo o comunicado da Azul, o despacho pela aprovação da operação foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta, mas o processo ainda está sujeito a eventual recurso de terceiros ou avocação, pelo Tribunal do Cade, pelo prazo de 15 dias a contar de tal publicação.

A nova companhia deverá ter participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios e, segundo as empresas, oferecerá ao mercado o serviço de gestão de logística integrada para transporte de cargas, com "potencial para se tornar a melhor plataforma de logística para o comércio eletrônico do País".

Durante o processo, as empresas, em ofício enviado à Superintendência Geral do Cade, reconheceram que a nova operação impactaria positivamente as atividades da companhia aérea no seu principal segmento - ao rentabilizar melhor os porões dos aviões e ao promover "pequena" alteração positiva nos custo internos -, mas afirmam que eventuais "vantagens econômicas ou concorrenciais" não seriam relevantes e não levariam a distorções no mercado.

Azul e Correios também rebateram, ao longo da análise, as preocupações trazidas por Latam e Avianca, que ingressaram como terceiras interessadas no processo, em relação a um possível "subsídio cruzado" entre as atividades de carga e passageiros.

As concorrentes levantaram a hipótese de que o volume de carga que os Correios proporcionarão à Azul - que seria transportada, em parte, nos porões de aviões comerciais da aérea - poderia trazer vantagens competitivas para a empresa no segmento de passageiros.

"A carga adicional em porões (de aviões) não será suficiente para justificar abertura de novos mercados para passageiros. Essa influência acontecerá apenas para abertura de novas rotas de aviões cargueiros", argumentam as proponentes da joint venture.
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