Economia & Mercados
06/12/2017 17:33

Para investidor francês que chega, o Brasil é um desafio, diz presidente da Total


O presidente da petroleira francesa Total no Brasil, Maxime Rabilloud, afirmou nesta quarta-feira, 6, que, em geral, para o investidor francês, o Brasil é um desafio. O executivo esclareceu, porém, que, quando disse mais cedo que as empresas estrangeiras que operam no mercado nacional devem se preparar para "judicialização e a complexidade fiscal", não se referia às dificuldades da companhia para conseguir licenciamento ambiental de poços de exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas.

O executivo ressaltou que participa do Encontro Brasil-França, promovido pela Federação das Indústrias do Rio (Firjan) e pelo Movimento de Empresas da França (Medef), onde deu palestra mais cedo, na qualidade de presidente da Câmara de Comércio e Indústria França-Brasil.

"O tema foi amplo, falei sobre todas as dimensões onde o Brasil pode avançar. Falei também da judicialização. É um fato. É uma coisa boa, porque o Brasil tem fortes instituições, mas para um investidor francês que chega e quer se desenvolver, o Brasil é um desafio", afirmou Rabilloud, ao deixar o evento.

O executivo frisou que falava sobre a atuação de investidores estrangeiros em geral. "Por isso, falei em resiliência. A gente acredita no Brasil, mas as pequenas empresas que vêm devem se preparar, porque senão podem ter desilusão", completou Rabilloud.

O presidente da Total evitou responder perguntas sobre a exploração da Foz do Amazonas e sobre o desenvolvimento do Campo de Libra, de cujo consórcio a companhia francesa tem 20%, ao lado de Petrobras (40%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%).

Centro da estratégia
O presidente da petroleira francesa afirmou que empresas que atuam no País devem estar preparadas para judicialização e a complexidade fiscal da economia brasileira. Ainda assim, o executivo reafirmou que o Brasil "está no centro" da estratégia de crescimento da petroleira, que atua em 35 países.

"A questão ambiental afeta o conjunto das indústrias (que operam no Brasil). Temos que nos preparar para a judicialização e a complexidade fiscal", afirmou Rabilloud.

A Total vem enfrentando dificuldades para conseguir licenciamento ambiental de poços de exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas.

Em setembro, Rabilloud afirmara que a companhia ainda estava trabalhando junto ao Ibama para responder às perguntas necessárias e obter a licença ambiental que permitirá o início das perfurações na bacia do Foz do Amazonas, um dos 17 ativos da empresa no Brasil.
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