Economia & Mercados
14/05/2019 13:01

Receita líquida de serviços da Oi cai 9,6% para R$ 5,038 bilhões


A receita líquida de serviços da Oi recuou 9,6% na comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o mesmo intervalo de 2019, totalizando R$ 5,038 bilhões. A queda na receita foi observada em todas as áreas de atuação da companhia.

No segmento residencial, a baixa na receita foi de 14,6%, para R$ 1,880 bilhão, refletindo a queda na base de clientes. A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) deste segmento encolheu 4,0%, para R$ 77,5.

A Oi explicou que a queda da receita líquida no segmento residencial se deve, principalmente, à redução do mercado de voz fixa, ainda muito representativo no portfólio do grupo, e da banda larga via redes de cobre, que vem sofrendo grande concorrência de provedores regionais.

A empresa ressaltou que o plano de expansão da redes de fibra ótica é "fundamental para o futuro da companhia" e, diante do cenário concorrido, tem acelerado seus investimentos na nova tecnologia.

No segmento de mobilidade pessoal, a operadora registrou queda de 3,9% na receita líquida, que atingiu R$ 1,745 bilhão, refletindo a diminuição na base de clientes pré-pagos e a diminuição das tarifas reguladas de interconexão. O Arpu móvel ficou em R$ 16,10 no trimestre, valor 1,3% menor.

A operadora explicou que o pré-pago representa aproximadamente 50% da receita do segmento de mobilidade, mas segue a tendência de retração do mercado, impactado não só pelas altas taxas de desemprego, mas também pela consolidação no número de chips e pelo processo de migração do uso de voz para o uso de dados. Por outro lado, a Oi tem expandido a base de pós-pagos por meio da conversão dos clientes de planos pré-pago em planos controle.

Por fim, no segmento corporativo (B2B) houve encolhimento de 8,4% na receita, que foi a R$ 1,418 bilhão, devido à redução do tráfego de voz e ao corte nas tarifas de interconexão.

Geradoras de receita

A base de clientes da Oi (chamada no balanço da companhia de 'unidades geradoras de receita') caiu 4,4% entre o primeiro trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019, totalizando 56,623 milhões de pontos de acessos.

No segmento residencial, houve recuo de 8,1% da base, que chegou a 14,336 milhões. Neste segmento foi apurada queda de 11,1% nos telefones fixos, retração de 6,4% em banda larga e crescimento de 4,0% em TV paga.

Na linha de mobilidade pessoal, a redução da base de clientes foi de 4,2%, para 34,894 milhões. Os clientes de planos de celular pré-pago encolheram 9,7%, enquanto os de pós-pago subiram 19,8%.

Os clientes corporativos (B2B) cresceram 3,6%, totalizando 6,774 milhões.

E os telefones públicos diminuíram 3,3%, para 619 mil unidades no País.
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