Política
14/07/2017 18:41

Mercosul não teve tomar novas decisões sobre Venezuela na próxima reunião, diz subsecretário


Brasília, 14/07/2017 - O subsecretário-geral da América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, afirmou nesta sexta-feira que a suspensão da Venezuela do Mercosul não está na pauta oficial da 50ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco, no dia 21 de julho, em Mendoza, na Argentina.

"Não está na pauta no sentido de novas decisões, que serão tomadas mais adiante", disse. A previsão é de que, por ora, o País permaneça suspenso, porém Mesquita admitiu que o assunto deve ser tratado na reunião entre os presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Ele destacou que, do ponto de vista político, a situação da Venezuela "continua sendo uma questão prioritária", porém "não há perspectiva de que esse descumprimento (de compromissos firmados pelo país) se resolva no curto prazo". Ele ponderou que "é difícil fazer previsões com a dinâmica da Venezuela" e que a situação ainda pode mudar até a próxima semana.

"Houve uma reunião do Mercosul em abril, na cidade de Buenos Aires, na qual os membros originais consideraram que havia ruptura da ordem democrática na Venezuela. Isso, à primeira vista, não mudou, quem sabe mude nas próximas semanas", avaliou. O subsecretário não descartou o afastamento definitivo do país, mas reforçou que "este não é o objetivo" da suspensão, e sim "encorajar" o país a retomar seus compromissos. "Nossa expectativa é de que Venezuela volte ao Estado Democrático."

Após o encontro da próxima semana, o Brasil assumirá a presidência temporária do Mercosul durante o segundo semestre, e, neste período, Mesquita declarou que o País manterá as consultas junto ao país previstas no Protocolo de Ushuaia. "Cumpridas as etapas, aí se toma a decisão a nível político do que se fazer."

De acordo com Mesquita, além do presidente Michel Temer, devem participar da reunião do Mercosul os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Henrique Meirelles (Fazenda) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior). Hoje, Temer recebeu um telefonema do líder da oposição na Venezuela, Leopoldo López. De acordo com mensagem divulgada pelo presidente no Twitter, López, que conseguiu prisão domiciliar no sábado, 8, "pareceu bem disposto e firme em sua luta pelo restabelecimento da democracia na Venezuela".

"López agradeceu apoio do Brasil nos dias mais difíceis no cárcere. Pediu corredor humanitário para envio de alimentos e remédios para o povo", afirmou o presidente. Segundo Temer, ele reafirmou a López o apoio do Brasil "à sua plena liberdade e repúdio a prisões políticas". "O Brasil está ao lado do povo venezuelano. Há que respeitar o Estado de Direito, a democracia, os direitos humanos", completou o peemedebista na rede de microblog. (Julia Lindner)
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