Política
30/11/2017 20:59

Vice-líder do governo, Beto Mansur/PRB-SP reafirma que não dá para votar Previdência em 6/12


Brasília, 30/11/2017 - O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), reafirmou há pouco que não é possível votar a reforma da Previdência na semana que vem como se pretendia. A intenção do governo e do próprio presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era levar o texto a plenário de 6 de dezembro, mas sem os votos necessários a tarefa ficou quase impossível.

"Tem chance de votar no dia 12 (de dezembro), não podemos tirar esse foco", disse Mansur ao Broadcast. "Deixar para o ano que vem, não tem nada disso. Absolutamente nada disso", afirmou. Mansur é um dos deputados favoráveis à reforma escalados para ligar para os indecisos na tentativa de conquistar o apoio deles.

Mesmo assim, o governo ainda não conseguiu extrair uma medida segura de apoio à proposta. "Ainda não tem 308 votos", reconheceu. "Sou muito conservador, a gente tem que entrar para votar com 315, 320 votos certos, que a gente vai saber que vai votar e ganhar."

O corpo a corpo, segundo ele, vai continuar nos próximos dias, até a reunião de "avaliação" no domingo. O presidente Michel Temer vai receber ministros, líderes e presidentes de partidos para conversar sobre a viabilidade de votar a Previdência. Embora muitos deputados estejam engrossando as investidas por mais flexibilizações no texto, a avaliação do governo é que o maior entrave hoje é político.

É por isso que, ao fechar a porta para mais concessões na reforma, o governo pretende acenar com outras medidas por fora da proposta, como as negociações em torno de programas de parcelamento de débitos tributários (Refis) para o setor rural e para pequenas e médias empresas. As emendas parlamentares também devem ajudar a azeitar a relação com o Congresso Nacional, indicou Mansur.

"Tem uma série de coisas para serem cumpridas, questões que envolvem emendas. Tem que pagar as emendas, manter compromissos que foram assumidos. Todo mundo tem uma questão a cumprir para a gente poder tirar da frente os problemas e de algum jeito votar", explicou o vice-líder do governo. (Idiana Tomazelli - idiana.tomazelli@estadao.com)
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