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05/09/2018 19:18

Documentário mostra o Palácio Imperial de São Cristovão antes do trágico incêndio


Rio de Janeiro--(DINO - 05 set, 2018) -
Ainda causa comoção a tragédia que se abateu sobre o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Todas as lamentáveis perdas envolvendo o acervo museológico e o material de pesquisa – ambos valiosíssimos – são insubstituíveis. Mas algo pouco mencionado na mídia jornalística parece ter atingido de forma indelével o coração de muitos admiradores de uma época dourada de nosso país. O que hoje se tornou conhecido como Museu Nacional, muito mais por sua função utilitária do que pelo seu real valor histórico, um dia já foi o centro de poder, orgulho de uma nação e motivo de admiração de várias potências mundiais. E é justamente a oportunidade de entrar em contato com esta imagem que o filme "Bonifácio – O Fundador do Brasil" traz agora para a web, depois de cinco semanas em cartaz nos cinemas, será lançada a versão online do documentário. O filme retrata a biografia de José Bonifácio de Andrada e Silva, que viveu parte desse período iluminado e foi frequentador, em sua época, do casarão que foi engolido pelas chamas no último dia 02 de setembro.

O Brasil que deu certo

Desde a vinda de D. João VI, foi empreendido um esforço civilizacional pouco visto em toda a América até aquela data. Inúmeras medidas tomadas pela Coroa portuguesa ao chegar ao Brasil nos colocaram no caminho do desenvolvimento e, por que não dizer, da grandeza. A abertura dos Portos às nações amigas de Portugal, criação da Imprensa Régia, fundação do Banco do Brasil, criação da Academia Militar, da Biblioteca Real, fundação de escolas, criação de fábricas, a queda do sistema de capitanias para a instauração das províncias, tudo isto e muito mais provocou, em um espaço de tempo reduzido para proporções históricas, um avanço sistemático, contínuo e acelerado das condições prévias encontradas antes da chegada da corte portuguesa.

Todo esse quadro somado ao posterior processo de Independência, capitaneado por José Bonifácio de Andrada e Silva – personagem de nossa história que, como cita o professor e historiador Rafael Nogueira, "é o fundador esquecido de sua pátria. O pai desprezado de cujos conselhos poderiam fazer ressurgir nas almas brasileiras aqueles nobres ideais tão ansiados para ser possível, finalmente, acreditar na esperança de dias melhores." – nos conduz por uma intrincada trama de acontecimentos que, já no segundo reinado, tendo como Imperador D. Pedro II, coloca o Brasil como uma das mais respeitadas nações mundiais.

Uma potência mundial

Foi durante o II Reinado do Brasil que nosso país possuía a mais poderosa força naval das Américas – superior até mesmo a dos Estados Unidos – ficando atrás em nível mundial, somente da fabulosa Marinha Real inglesa. Nosso exército era o mais poderoso do hemisfério Sul. Campanhas de saúde, saneamento e infraestrutura fizeram do Rio de Janeiro uma capital de primeiro mundo, inaugurando no mesmo ano que a cidade de Nova York um sistema elétrico de iluminação pública. D. Pedro II, nosso Imperador, apesar de possuir opositores políticos ferrenhos, era adorado pela população. E foi por estima a este povo, que o tinha em mais alta conta, que o Imperador solicitou às tropas leais a ele que evitassem um confronto com os golpistas republicanos numa tentativa de restituir o Império e retomar o Palácio Imperial de São Cristóvão. Ele não queria derramamento de sangue do povo que tanto amava.

O trágico incêndio

O incêndio no prédio que um dia foi a sede da monarquia brasileira apaga, concreta e simbolicamente, uma parte substancial dessa história magnânima de nosso país. Uma história que estava na sala do trono, na sala dos embaixadores, no quarto de D. Pedro II, enfim, no conjunto dos cômodos e numa parte do mobiliário que ainda resistia à tomada daquele espaço pelo Museu Nacional – este de inestimável valor – mas que aos olhos de boa parte da imprensa e de tantos livros de história, parece ter superado e substituído todo o amálgama de grandiosidade, beneficência e luminosidade que, um dia, emanou do interior daquelas paredes.

A arte: repositório da memória

Não obstante todo esse desalento, ainda resta algo de todo esse esplendor em registros fotográficos, literários e cinematográficos. Um bom exemplo deste último estará disponível ao público a partir de 07 de setembro – emblemática data da Independência do Brasil – no lançamento da versão digital para web do filme "Bonifácio – O Fundador do Brasil", que ficou cinco semanas em cartaz, passando por vinte e três cidades brasileiras, tendo até mesmo exibições em Nova York. O documentário estará disponível para aquisição em seu site oficial: http://bonifacio.ofundadordobrasil.com.br. É uma excelente oportunidade de ver as últimas imagens feitas por uma equipe cinematográfica naquele Palácio antes do fatídico incêndio.

Depois do horror das cinzas do descaso fica o alento da arte para preservar a memória e, talvez, criar ânimo para os desafios futuros.



Website: http://bonifacio.ofundadordobrasil.com.br

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