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26/11/2018 18:12

Ozonioterapia: pela primeira vez especialistas mundiais participaram de simpósio no Brasil


(DINO - 26 nov, 2018) - Dezenas de profissionais da área médica se reuniram no I Simpósio Internacional de Ozonioterapia, realizado pela Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), entre os dias 16 e 18 de novembro, em São Paulo. Foi o primeiro encontro internacional para discutir as vantagens e avanços no uso do procedimento em países onde a técnica já é utilizada até nas redes públicas de saúde. Os especialistas debateram as vantagens da aplicação da ozonioterapia na medicina convencional, estética, odontológica e veterinária. Um dos grandes destaques ficou por conta do médico Dario Apuzzo, Presidente da Academia Internacional de Pesquisa em Terapia de com Oxigênio e Ozônio (AIRO, na sigla em italiano). Ele foi médico da Lazio, time de futebol italiano, e usou a técnica na reabilitação de atletas profissionais com enorme sucesso. "A grande vantagem da ozonioterapia é que ela consegue ser bem-sucedida em circunstâncias nas quais outras terapias não conseguem", disse Apuzzo.

O médico destacou ainda que o ozônio se mostrou bastante eficaz para tratar problemas como danos musculares, articulares, lombalgia, distrofias e patologias difíceis de serem tratadas. No caso de atletas, Apuzzo afirmou que a aplicação de ozônio deve ser feita imediatamente após a lesão. Autorizada pela Federação Internacional de Futebol, ela não é considerada doping. "Mas é preciso tomar cuidado, por ela tirar a dor e, sem dor, o jogador pode achar que está preparado para voltar ao campo. Esse é o perigo".

O ozônio é uma substância anti-inflamatória, antiviral, antibacteriana e tem uma ação positiva na purificação do sangue e na melhora da circulação. A técnica é indicada para o tratamento de quase todas as patologias. Mas o médico fez algumas ponderações, como no caso do tratamento contra o câncer: "A ozonioterapia é uma alternativa complementar, e não substitutiva à quimioterapia, na medida em que permite uma maior penetração dos fármacos e reduz os efeitos colaterais do tratamento. Devemos estar muito atentos ao que dizemos aos pacientes".

Ozonioterapia no Brasil

Durante o simpósio, o Dr. Arnoldo de Souza, presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), fatualizou as informações sobre o processo de regulamentação da Ozonioterapía no Brasil. Em julho deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu que a ozonioterapia só pode ser realizada em caráter experimental; ou seja, no escopo de estudos que observem critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. "Continuamos na luta para que haja regulamentação", salientou o Dr. Arnoldo.

Segundo o médico, a associação fez uma petição com recurso para que o CFM reavalie sua posição e aguarda resposta. A entidade também encaminhou um relatório à Comissão de Seguridade da Câmara Federal a respeito de um projeto de lei que regulamenta e autoriza a ozonioterapia no Brasil. "Essa semana, recebemos um convite de Portugal para que os deputados vejam de perto a prática em um hospital onde a ozonioterapia é livremente utilizada".

Hoje, segundo Souza, os médicos sequer podem usar aquilo que está autorizado nas práticas integrativas do Ministério da Saúde. "Existe uma incongruência. Os órgãos acabam não se conversando como deveriam", diz. Segundo ele, é também conflituoso o fato de o Conselho Federal de Odontologia aprovar o uso e o CFM não. "É preciso entender que, ao usar na boca, estamos usando sistemicamente o corpo todo, porque se você faz um tratamento de canal aquilo não fica restrito à boca", explica.

Na opinião do presidente da ABOZ, ao contrário de outros países, a ozonioterapia ainda não foi liberada no Brasil mais por conta de decisões baseadas em características políticas do que científicas. "Artigos de países de tradição como a Alemanha não são aceitos. Podemos desenvolver mais trabalhos por aqui, mas enquanto isso não acontece já poderíamos ter a liberação para beneficiar milhões de pessoas e evitar amputações e cirurgias de gasto excessivo, como as de hérnia de disco", explica. "A ozonioterapia é um tratamento complementar e não anula os demais. Ela apenas reduz custos ao evitar a necessidade de alguns procedimentos mais invasivos e custosos".

Curso Básico e Avançado de Ozonioterapia

Simultaneamente ao Simpósio, foi realizado o 25º CURSO BÁSICO E AVANÇADO DE OZONIOTERAPIA da ABOZ, destinado aos profissionais que desejam conhecer os fundamentos básicos da Ozonioterapia, seus mecanismos de ação e aplicações em suas áreas de atuação, como Médicos, Odontólogos, Médicos Veterinários, Farmacêuticos, Biomédicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, desde que façam parte de equipe médica, Estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação especificados acima, "Os cursos promovidos pela ABOZ têm caráter apenas informativo, não fornecendo qualquer tipo de reconhecimento ou habilitação em relação à técnica", explica o Dr. Arnoldo.

Sobre a ABOZ

Fundada em 2006, durante o primeiro congresso internacional de Ozonioterapia no Brasil em Belo Horizonte, A Aboz promove o ensino e a pesquisa em ozonioterapia, realiza campanhas educativas sobre o tema, promove cursos de aperfeiçoamento e especialização, reuniões, congressos, estágios no país e no exterior, entre diversas atividades relacionadas à ozonioterapia.


Site oficial: www.aboz.org.br
@abozozonioterapia
@ozonioterapiaparatodos
@ozoniomoleculadavida
@ozonioterapiaja

Website: http://www.aboz.org.br

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