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02/12/2019 15:54

"Crédito e emprego serão vetores do crescimento em 2020"



São Paulo, 2 de dezembro de 2019. Entre altos e baixos, a situação econômica que o Brasil vem vivendo nos últimos anos - resultado de uma crise prolongada – ainda é marcada pelos danos da perda de capital humano, falta de investimento, ociosidade na indústria e alto índice de desemprego.



Ainda assim, muito se discute sobre as tentativas de retomada e possibilidades de crescimento. Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, a conjuntura econômica brasileira está melhorando, mas ainda precisa encontrar caminhos para estimular a demanda e elevar a confiança.



Nas palavras de Honorato, à medida que o País foi capaz de controlar a despesa pública, a dinâmica mudou e as taxas de juros reais começaram a cair. Ele classifica o momento atual como um período de transformação importante e cita medidas como o Teto dos Gastos e a Reforma da Previdência.



Na última quinta-feira (28/11), o economista foi recebido pelo Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), coordenado pelo vice-presidente Edy Kogut. Também participaram da discussão, Alfredo Cotait, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado (Facesp), Marcel Solimeo, economista da ACSP, Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da ACSP e Edward Tadeusz Launberg, conselheiro da ACSP.



Mesmo confiante em relação aos rumos da economia no futuro, Alfredo Cotait, demonstrou sua preocupação em relação as dificuldades que o País enfrenta.



“Com o mercado pouco desenvolvido, o desemprego ainda alto, o jogo da inflação e a alta do dólar, como é possível atingir um equilíbrio? Também é difícil para o setor privado se reestabelecer”, diz.



Na opinião do economista, os próximos anos serão marcados pelo protagonismo do setor privado no Brasil. Os destaques do crescimento no próximo ano, segundo Honorato, serão o mercado de trabalho (comércio varejista, serviços prestados às famílias e o sistema de saúde privado); a taxa de juros (bens duráveis, como autos e eletrônicos, bens de capital e construção civil); e demais setores, como petróleo e mineração.



“O Brasil será o país que mais vai acelerar em 2020 sobre os emergentes. Temos uma agenda de reformas ambiciosa e acredito que o crédito e emprego serão nossos principais vetores de crescimento”, diz.



Ele argumenta que a agenda econômica do País vai muito além da Previdência, que na opinião do economista, removeu o Brasil do abismo fiscal. Em um breve resumo sobre as ações do Governo pós previdência, ele cita que a Reforma Tributária, a PL da Liberdade Econômica, a Lei de Gás e Saneamento e o Marco das agências reguladoras são essenciais para o ambiente de negócios, que em privatizações e concessões já têm R$ 204 bilhões previstos em projetos. Além disso, o acordo Mercosul-EU, a redução unilateral TEC e novos acordos são importantes para a abertura da economia, assim como outras reformas implementadas (a Trabalhista, o Teto dos Gastos, enxugamento do crédito público, cadastro positivo, duplicata eletrônica e a redução da meta da inflação).



Já em relação aos principais riscos para a economia, nos próximos anos, ele cita o ambiente global, a queda do investimento público sem contrapartida privada, situação fiscal de estados e municípios e a eventual volatilidade política.



(Patrícia Gomes Baptista, Assessoria de Imprensa ACSP, pgbaptista@acsp.com.br, (11) 3180-3220)



 

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