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04/10/2017 16:55

Romance homoafetivo, "O amor que 'ninguém' viu", contesta cura gay e faz sucesso entre LGBTS


São Paulo--(DINO - 04 out, 2017) - A recente decisão judicial, do Juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, de tornar legal aos psicólogos tratar gays como se fossem doentes, repercutiu muito nas redes sociais e nas ruas. Na Avenida Paulista, no último dia 22, aconteceu uma manifestação contra a liminar concedida pelo magistrado. As pessoas que marchavam, na ocasião, protestavam em coro, dizendo que gays, lésbicas, bissexuais e transexuais não estão e nunca estiveram doentes, sendo o propósito de reversão sexual algo proibido, até hoje, pelo Conselho Federal de Psicologia.

Os gritos eram entoados sobretudo pelos jovens, que seguravam cartazes e tinham purpurina no rosto. Segundo relatos, o que mais se ouvia falar era sobre a liberdade de ser quem são e amar quem desejam, questões essas que estão presentes na nova obra, "O amor que 'ninguém' viu", do escritor e jornalista Gui Barreto, que contesta a ideia de Cura Gay. "A sexualidade simplesmente se impõe a cada um de nós sem pedir licença ou permissão para ficar. Alguns descobrem a sua real sexualidade precocemente e outros tardiamente. Não se pode transformar um homossexual em heterossexual, e vice-versa, pois embora o comportamento mude, o desejo não muda. O que deve ser curado são os preconceitos, a ignorância e a cegueira religiosa", escreveu o psicólogo Wellington da Silva Oliveira, que assina o prefácio do romance.

O livro, que já foi eleito pela comunidade LGBTI, através do concurso Papo Mix da Diversidade 2017, como um dos melhores romances homoafetivos contemporâneos, além da abordagem de gênero em uma história baseada em fatos reais - onde o personagem principal vive um drama familiar por causa da mãe que quer curá-lo -, o enredo apresenta, também, outras discussões, não menos importantes, como a religião e a maneira com que a Bíblia é interpretada quando o assunto são os homossexuais. O autor acredita que a política não deve se preocupar com quem uma pessoa se deita, mas se essa mesma consegue dormir sem ser machucada verbal e fisicamente todos os dias. "As estatísticas não mentem. Ainda somos o país que mais mata LGBTS, mas se a minha arte puder promover a reflexão, manterei a esperança", afirma Gui.

Website: https://www.facebook.com/oamorqueninguemviu/?ref=settings

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