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19/12/2018 13:14

Disciplina sobre túneis é o novo foco de interesse de alunos e faculdades de engenharia


São Paulo, SP--(DINO - 19 dez, 2018) -
O desenvolvimento de projetos para construção de túneis é uma especialidade da engenharia civil. No Brasil, aproximadamente 90,5km em túneis urbanos foram construídos ao longo dos últimos dois séculos, segundo dados do Wikipédia. Ao mesmo tempo, de acordo com o Censo da Educação Superior realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o número de alunos formados em engenharia civil nos 967 cursos oferecidos no país em 2017 ultrapassou os 43 mil. Apesar dos números expressivos, faculdades de engenharia que oferecem conteúdos dedicados aos túneis são raras no país. A boa notícia é que este cenário vem se transformando.

Exemplo disso é a Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo inaugurou este ano a disciplina “Túneis e Obras Subterrâneas” na grade curricular do curso de engenharia civil da instituição. Quem está à frente da disciplina é o geólogo Hugo Cássio Rocha, ex-presidente do Comitê Brasileiro de Túneis e assistente técnico da Cia. do Metropolitano de São Paulo.

A disciplina, que é optativa e pode ser cursada no último semestre da graduação, dobrou seu número de alunos em seis meses. “No começo do primeiro semestre, dei aulas para cerca de 49 alunos”, conta o geólogo. “Já no fim do segundo semestre, a turma superou a casa dos 100. Isso indica que o curso tem sido bem aceito”.

A área de túneis também foi contemplada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A disciplina deve integrar as grades curriculares dos cursos de engenharia civil e de engenharia de minas da UFRGS já em 2019. Quem anuncia a novidade é o professor André Zingano, associado ao Comitê Brasileiro de Túneis e docente do curso de engenharia de minas da Universidade.

Para Zingano, que também atua como pesquisador na UFRGS, o tema “túneis” faz parte de uma área bastante específica de estudos dentro da engenharia. Muitas universidades não têm essa cadeira nos cursos de graduação. “Na maioria dos casos, para se especializar no assunto, o aluno deve cursar uma pós-graduação ou seguir para um mestrado ou doutorado”.

O pesquisador acredita, no entanto, que há uma necessidade latente de levar o conhecimento adiante. “São Paulo e Brasília, por exemplo, contam com pesquisadores muito competentes na área de túneis, mas no Rio Grande do Sul essa área não é tão lembrada”, declara o professor. “E deveria, uma vez que Porto Alegre é uma cidade com muitos morros, onde obras de túneis se fazem necessárias para melhorar a infraestrutura viária”.

No caso da Universidade Mackenzie, a ideia de uma disciplina sobre túneis surgiu a partir de uma proposta apresentada por alunos de engenharia civil.

“Estamos sempre atentos e focados nas demandas atuais do mercado, nas inovações acadêmicas e também nos interesses dos alunos, uma vez que este curso é para eles”, declara a professora Magda Duro, coordenadora do curso de engenharia civil do Mackenzie. “Junto aos nossos alunos, notamos o interesse crescente sobre a área de túneis e obras subterrâneas e quisemos dar uma oportunidade aos estudantes de se formarem com este conhecimento”.

O sucesso da disciplina no Mackenzie deve-se ao tema, na visão de Hugo Rocha. “Já recebi vários alunos em particular interessados em se especializar na área e pedindo orientações sobre o que fazer, o que estudar”.

Comitê Brasileiro de Túneis

O Comitê Brasileiro de Túneis (CBT) é uma entidade de caráter técnico-científico ligada à Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Fundado em 1990, o CBT reúne profissionais, acadêmicos e empresas da área para discutir questões de túneis e propor soluções subterrâneas para a infraestrutura das cidades, visando sempre o bem-estar e a segurança da sociedade. Em 2018, o CBT completou 28 anos de fundação.



Website: http://www.tuneis.com.br/

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