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17/10/2017 14:15

Oxe?! Sabia não, Mainha! - MídiaÉtnica_Lab usa a linguagem típica da periferia de Salvador para despertar a curiosidade dos jovens pelo mundo da TI


São Paulo - SP--(DINO - 17 out, 2017) - É por meio da utilização de uma linguagem bastante peculiar nas periferias de Salvador que o MídiaÉtnica_Lab espera engajar os jovens para encontros destinados a quebrar barreiras. A primeira delas é a da falta de informações qualificadas, que acaba limitando a visão de futuro e as ambições de boa parte destas pessoas em relação às suas potencialidades. Noutra vertente, o MídiaÉtnica_Lab pretende jogar por terra chavões que foram ganhando vida ao longo do tempo, até se transformar em "verdades absolutas": - Não existe tecnologia na periferia! - Não existem negras e negros nas áreas de ciência e tecnologia! - Não existe inovação na base da pirâmide! Esse trabalho será feito por meio de uma série de MeetUps, comandados por Lorenna Vilas Boas, 19 anos, coordenadora do MidiaÉtnica_Lab, ligado ao Instituto Mídia Étnica (IME), que atua há 12 anos na promoção e disseminação de conhecimento para assegurar o direito humano à comunicação e ao uso das ferramentas tecnológicas pelos grupos socialmente excluídos, especialmente a comunidade afro-brasileira. E Lorenna sabe a exata dimensão de seu papel neste debate. "Meu envolvimento com a área de tecnologia mudou completamente a minha interação com o mundo", diz. "Passei a me enxergar como agente de transformação e, por isso, acredito que automaticamente minha responsabilidade sobre as coisas acabou aumentando. Não como um peso, mas sim porque eu passei a me colocar como causadora e possível solucionadora dos problemas". Lorenna comanda o MídiaÉtnica_Lab com a competência e o rigor que marcam sua trajetória acadêmica e profissional, além de seu ativismo global. Hoje, ela divide seu tempo entre a coordenação do MídiaÉtnica_Lab, o curso de engenharia elétrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a agenda do G (irls) 20 (http://tinyurl.com/yasl8khn), grupo global de adolescentes que atua como consultor dos projetos do G-20, que reúne os países mais ricos do mundo. Ainda no ensino médio, ela criou uma tecnologia assistiva para deficientes visuais, o JustStep (http://tinyurl.com/y96q2fot), apresentada no Intel International Science Fair 2017, em Los Angeles (EUA). De acordo com Rosalvo Neto, diretor do IME, os MeetUps não vão se resumir apenas aos jovens soteropolitanos. "A ideia é fazer um intercâmbio global com os moradores das diversas periferias pelo mundo afora", destaca. Neste quesito, a primeira ação concreta do MídiaÉtnica_Lab será o envio de duas jovens soteropolitanas para o Hackathon imtheCODE (http://tinyurl.com/y9u6h9au), que será realizado nos dias 21 e 22 de outubro, em São Paulo. Garra, talento e um olhar voltado para o futuro. Estas foram algumas das características valorizadas na seleção realizada pelo MídiaÉtnica_Lab que envolveu 30 jovens soteropolitanas. No final, venceram a disputa Bianca Santos e Alessandra Carvalho. Conheça um pouco mais sobre essas mulheres talentosas:Bianca Santos, 22 anos, moradora do bairro de Ribeira, em Salvador, cursa engenharia química "O que me motivou a entrar nesta disputa foi a possibilidade de descobrir mais sobre a área de TI e, ao mesmo tempo, ver a representatividade negra e feminina na área das exatas, situação que eu não vivencio em meu cotidiano, na universidade". "Eu faço programação usando o VBA e o Matlab e, durante o evento, espero ter a chance de aprimorar meus conhecimentos com outros tipos de linguagem de programação".Alessandra Carvalho, 24 anos, moradora de Águas Claras, em Salvador, estudante de geografia "O que me motivou a participar foi a certeza de que esta seria uma experiência única e uma grande oportunidade de conhecer algo novo. Além disso, terei a chance de testar meus conhecimentos nesta área compartilhando-os com as demais". "Meu conhecimento sobre tecnologia ainda é básico e o evento possibilitará ampliá-los a partir de uma ação que me colocará na função de protagonista". Maiores informações sobre o MídiaÉtnica_Lab:Rosalvo Neto, diretor do Instituto Mídia Étnica(071) 9 9918 - 1985Lorenna Vilas Boas, coordenadora do MídiaÉtnica_Lab(071) 9 8798 - 9853Atendimento à Imprensa Nacional:Rosenildo Ferreira rosenildo.ferreira@gmail.com(11) 9 8124 8348

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