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11/02/2019 15:08

Plástico é o futuro da indústria da moda, diz revista Wired


São Paulo, SP--(DINO - 11 fev, 2019) - Quem passa pela loja da grife de roupas Everlane, em São Francisco, pode se surpreender: na vitrine, boa parte das roupas é de plástico reciclado. A coleção, chamada ReNew, tirou três milhões de garrafas plásticas dos oceanos, aterros sanitários e praias para reaproveitar o material transformando-o em tecido sintético.

A linha de parkas de plástico e jaquetas da Everlane segue uma tendência cada vez mais forte no mundo do vestuário e que já tem nomes como Adidas e H&M: incorporar plástico reciclado em suas mercadorias. Há quem vá além: a linha Outerknown, do ícone do surfe e 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, reaproveita todos os tipos de lixo da costa para a fabricação de roupas. Já a Timberland se concentra apenas em garrafas de água.

"Os plásticos vivem para sempre", diz Michael Preysman, da Everlane, em entrevista à Wired, publicação especializada em inovação e novas tecnologias. As garrafas de água - coletadas, lascadas, derretidas e fiadas - podem ter uma segunda vida como calças de yoga, uma jaqueta fofa ou um par de tênis.

A empresa de Preysman também assumiu o compromisso de remover completamente o plástico virgem de sua cadeia de suprimentos nos próximos três anos, substituindo todas as embalagens plásticas, puxadores de zíper e tecidos sintéticos em suas roupas. Poliéster, lycra e nylon - os materiais que proporcionam elasticidade em roupas esportivas e durabilidade em roupas íntimas - são derivados de plástico.

COMO FUNCIONA
No caso da Everlane, tudo começa com parcerias firmadas com grupos em Taiwan e no Japão, responsáveis pela coleta de garrafas de água usadas. As garrafas são classificadas por cor (apenas as claras podem ser usadas), despojadas de suas tampas, higienizadas e enviadas para um moedor, onde são pulverizadas em lascas, derretidas e transformadas em um fio fino, que costurado em roupas ou que vira recheio de algumas peças.

É também uma experiência de aprendizado, tanto para a Everlane quanto para seus consumidores. Hoje, custa 10% a 15% mais fazer roupas com garrafas de água recicladas e não com tecidos sintéticos virgens. A empresa aposta no fato de que as pessoas pagarão mais para comprar um produto mais sustentável, e que quanto mais marcas incorporarem plástico reciclado aos seus projetos, com a escala, os custos cairão.

A HISTÓRIA DA EVERLANE
Quem lê a apresentação pode até pensar que se trata de um projeto para o futuro. "Na Everlane, queremos que a escolha certa seja tão fácil quanto colocar uma camiseta ótima. É por isso que fazemos parceria com as melhores e mais éticas fábricas do mundo." A loja de roupas online idealizada por Michael Preysman promete ética, preço justo e sustentabilidade. "Trabalhamos apenas com os materiais mais finos. E compartilhamos essas histórias com você - inclusive o real custo de cada produto que fazemos. É um novo jeito de fazer as coisas. Nós chamamos isso de Transparência Radical."

Formado em engenharia e economia em Pittsburgh, Preysman criou, em 2010, aos 25 anos, uma proposta inovadora para o mercado da moda: atrelar qualidade à ética de ponta à ponta na cadeia de produção. Isso com um design duradouro e aderente às mais severas políticas de proteção ao meio ambiente e respeito à mão de obra, criando um elo de confiança entre colaboradores internos e consumidores. "Nós acreditamos que nossos clientes têm o direito de saber quanto custa fazer as roupas."

Até hoje, a Preysman arrecadou US $ 18 milhões em financiamento de investidores. A empresa oferece uma gama completa de roupas femininas e masculinas, além de artigos de couro e calçados. Em 2015, Preysman foi incluído na lista anual "30 Under 30" da Forbes por seu trabalho com a Everlane e por "reinventar o varejo e o comércio eletrônico".

Agora com 33 anos, Preysman continua inovando. No ano passado, a empresa se concentrou em produzir jeans que reduzissem a poluição da água com corante e outros produtos químicos. Quando começou a vender camisas de seda, a Everlane classificou seu material como "seda limpa", feita sem corantes tóxicos.

Mas ele espera que, em breve, a seda seja feita com água 100% reciclada. "As empresas são responsáveis, em nossa opinião, por fazer a coisa certa", diz Preysman. "Se eles não estão fazendo mudanças em sua cadeia de suprimentos, eles estão ativamente optando por colocar seu lucro na conta do planeta".

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