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03/08/2017 17:24

Por que muitos não obtêm os resultados desejados de uma equipe altamente qualificada?


São Paulo, SP--(DINO - 03 ago, 2017) - Você já deve ter assistido uma final de campeonato de futebol quando a decisão é levada para a disputada de pênaltis, a chamada e conhecida "loteria", momento onde os craques frequentemente tornam-se "vítimas" dessa tal "loteria", ou ainda, num jogo de basquete onde a estrela do time tem poucos segundos para fazer um arremesso antes da linha dos 3 pontos que será decisivo para definir a vitória ou a derrota da equipe.

O que há de comum nestas duas situações? Perceba, que elas exigem do jogador, a princípio, as mesmas características conhecidas e exigidas de qualquer profissional, seja essa pessoa um esportista ou um profissional de qualquer outra área, haverá a necessidade de capacidade técnica e cognitiva para fazer o gol (ou a sexta) como também, grande controle emocional para não "amarelar".

Não há dúvidas que a maioria dos jogadores treinam quase todos os dias suas habilidades técnicas e cognitivas, mas infelizmente, há dúvidas que trabalhem da mesma forma sua mente para momentos decisivos como os relatados anteriormente.

Pode acreditar, a diferença entre uma equipe campeã e uma excelente equipe pode não ser sua qualidade técnica, mas sua capacidade comportamental e inteligência emocional de enfrentar situações de pressão e, mesmo assim, se manter em alta performance.

Vamos conceituar alta performance para que possamos falar o mesmo idioma. O que seria alta performance?

Convido você a parar por alguns instantes para refletir um pouco antes de continuar a leitura.

Alta performance tem a ver com manter um altíssimo rendimento por um longo período, e não apenas atingir um resultado de alto nível por poucos momentos.

Uma metáfora que expressa bem essa situação é a comparação de um carro de fórmula 1 versus um dragester. Você não precisa entender muito de corrida para ver que um carro de Fórmula 1 consegue se manter em alto nível por um longo período, enquanto o dragester apenas consegue atingir altas velocidades em linha reta e por um curto período de tempo.

Portanto, desenvolver uma equipe de alta performance pode significar ser capaz de mantê-las com resultados e atuação em high level (alto nível), por longos períodos, e aqui talvez você possa perceber o tamanho do desafio e da dificuldade se não trabalharmos inclusive as questões emocionais e comportamentais.

Um ponto importante para se trabalhar tais questões emocionais e comportamentais em qualquer equipe, consiste em conhecer antecipadamente as possíveis reações dos profissionais em momentos de decisão ou pressão.

Uma excelente alternativa são as vivências experienciais, que por meio de jogos e/ou dinâmicas, se apresentam como uma forma interessante para este fim, para também medir e trabalhar os comportamentos esperados das equipes e pessoas, afinal, só conhecendo a reação e atitude de cada integrante é que podemos direcionar cada um deles para o que esperamos da equipe como um todo, principalmente nos momentos cruciais e mais desafiadores.

E todas essas reações devem tanto serem avaliadas pela empresa, pelos líderes, como também pela própria pessoa, pois assim se potencializa as mudanças necessárias e se encurta o caminho para a alta performance.

Li outro dia um artigo que destacava um exercício mental proposto pelo físico Erwin Schrodinger, conhecido como o experimente do Gato de Schrodinger, mais ou menos assim: imagine um calor infernal e que você começa a desejar um sorvete. Ao passar à frente de uma padaria você se lembra de ter visto dois potes de sorvete na geladeira no dia anterior. Ao chegar na sua casa, você se prepara para tomar o sorvete, mas ao abrir o pote se depara com um monte de feijão congelado! A ideia básica é: há muitas possibilidades de resultado para um dado acontecimento, mas somente uma estará à vista no momento em que um observador olhar para ela. No caso do sorvete, poderia haver muitas coisas dentro do pote, inclusive sorvete, porém ao abrir, apenas uma possibilidade é real (neste caso, o monte de feijão). Agora, imagine que fosse possível abrir o pote várias vezes? Imagine que poderia acontecer em cada possibilidade? Imagine como podemos trabalhar as diversas reações de cada integrante da equipe!

Ao imaginar esta situação acima, você poderá imaginar também como seria realizar uma experiência vivencial, e imaginar várias opções de como tudo isso poderia ser trabalhado com sua equipe, para medir suas reações, criatividade e até objeções, permitindo inclusive o autoconhecimento individual de cada integrante como também da equipe como um todo, entre outros vários benefícios.

Não sabemos como cada pessoa reagiria a esta experiência e nem tampouco em relação a outras experiências, daí a importância de realizar simulações para que seja possível treinar a melhor forma de reagir a elas, ou seja, vivenciar cada situação antes mesmo que ela possa acontecer.

Certamente isso não nos dará condições de garantir o controle amplo das equipes e pessoas, mas pode significar uma grande oportunidade de se conhecer e até gerir expectativas.

Pense nisso, reflita e descubra que vale muito a pena treinar sua equipe não só tecnicamente ou cognitivamente, mas também de forma comportamental, com o objetivo de atingir resultados incríveis, deixando sua equipe pronta em todos os aspectos para bater o pênalti, ou realizar aquele arremesso decisivo de forma efetiva para garantir a "vitória"!

Se você não está trabalhando isso, talvez seja essa a resposta ao título deste artigo.

Se o assunto lhe interessa, me escreva um e-mail com o título "experiência vivencial" que eu lhe retornarei com uma surpresa.

Luis Fernando Freitas
www.thinkahead.com.br
freitas@thinkahead.com.br

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