Agronegócios
28/05/2019 15:33

PIB agro: Ipea revisa para cima estimativa para este ano, com crescimento de 0,6% ante 2018


São Paulo, 28/05/2019 - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reviu para cima sua projeção para o Produto Interno Bruto do setor agropecuário este ano. Em nota divulgada há pouco, o Ipea estimou avanço de 0,6% em 2019 para o PIB agro, ou 0,2 ponto porcentual acima do número de fevereiro, que indicava crescimento de 0,4%.

Conforme a Carta de Conjuntura do Ipea, a pecuária deve ser "determinante" para o crescimento do PIB agropecuário. "A expectativa, confirmada por previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é de crescimento para todos os itens da produção animal, com destaque para a produção de bovinos, suínos e leite", destaca o instituto. "A maior contribuição para esse aumento é de bovinos, com previsão de incremento de 3% em relação ao ano passado - o grupo dos bovinos contribui com cerca de metade do PIB da pecuária."

De todo modo, há destaque também para os suínos, com perspectiva de aumento na produção de 5,6% em razão da peste suína africana, que assola os plantéis na China e pode obrigar o país asiático a comprar mais carne de fora.

Em relação à agricultura, a alta é menos acentuada, de apenas 0,1%. O Ipea informa que, apesar da expectativa de avanço do milho, de 12,6% e de 29% para o algodão em caroço, a previsão de queda na safra de soja foi determinante para a revisão do PIB agro. A safra de soja deve encolher 4,4%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o USDA também preveem queda de 4,2% e 4,1% na produção de soja em relação à safra passada.

O café também apresenta redução projetada de 10% da safra atual em comparação com a anterior - algo já esperado pelo setor.

Contato: tania.rabello@estadao.com
Para ver esta notícia sem o delay assine o Broadcast Agro e veja todos os conteúdos em tempo real.

Copyright © 2022 - Todos os direitos reservados para o Grupo Estado.

As notícias e cotações deste site possuem delay de 15 minutos.
Termos de uso
Siga nossas redes: