Agronegócios
20/11/2020 07:59

Insumos: empresa monta laboratório em plena fazenda de MT para produzir inseticida biológico


São Paulo, 20/11/2020 - A Isca Tecnologias, que produz inseticidas biológicos para o controle de pragas de forma natural e que não agridem o meio ambiente, vai desenvolver produtos por meio de semioquímicos, a partir de um modelo feito sob medida na Fazenda Filadélfia, do grupo Bom Futuro, em Campo Verde (MT).

Pelo menos dez especialistas atuam no “Centro de Excelência de Semioquímicos para Grandes Culturas”, como foi denominado o laboratório, que entrou em operação na fazenda no início deste mês.

Por meio da aplicação de semioquímicos (substâncias naturais responsáveis pela atração de indivíduos da mesma espécie para acasalamento, demarcação de território e outros tipos de comportamento), os insetos são atraídos e mortos, evitando assim o uso de agrotóxicos e danos às plantações.

“Estamos preocupados com o meio ambiente e temos de cuidar da terra e das pessoas, promovendo uma agricultura sustentável. Para isso precisamos reduzir a aplicação de defensivos químicos, substituindo por insumos biológicos”, diz em comunicado o sócio do Grupo Bom Futuro, José Maria Bortoli.

A ideia é reduzir a aplicação de defensivos convencionais, diminuindo custos em cada safra. A meta inicial é combater às pragas da soja, milho e algodão, como a Spodoptera Frugiperda, conhecida como lagarta-do-milho. O percevejo, mais comum na soja, e o bicudo, praga que prejudica a produção de algodão, também serão alvos do estudo.

“Os semioquímicos são a forma mais segura de controlar pragas e patógenos que a ciência conhece, com menor impacto ambiental e riscos à saúde”, garante o CEO da Isca nos Estados Unidos, o pesquisador Agenor Mafra.

A equipe da ISCA é formada por biólogos, entomólogos, químicos, agrônomos e engenheiros, que desenvolvem e testam os produtos com vários modelos e quantidade de aplicações. Definidos estes parâmetros de utilização nas fazendas do Grupo Bom Futuro, os produtos estarão prontos. A expectativa da Isca é que, em janeiro, os primeiros produtos resultado das experiências na fazenda já estejam sendo comercializados no mercado.
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