Agronegócios
14/10/2021 10:53

Sede da Aprosoja em Brasília é alvo de atos de vandalismo por membros da via Campesina


Por André Borges

Brasília, 14/10/2021 - Cerca de 200 pessoas ligadas à organização Via Campesina invadiram a sede da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), em Brasília, na manhã desta quinta-feira, 14. Durante o ato, os invasores picharam o prédio, lançaram tintas sobre todo o prédio e estenderam faixas com palavras de ordem.

A Via Campesina, que se apresenta como “um movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores”, declarou que a ação teve participação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ) e Movimento das Pescadoras e Pescadores Artesanais (MPP).

Segundo a Via Campesina, o ato faz parte da "Jornada Nacional da Soberania Alimentar: Contra o Agronegócio para o Brasil não passar fome" e denuncia “o protagonismo que o agronegócio cumpre no crescimento da fome, da miséria e no aumento do preço dos alimentos no Brasil''.

Os invasores afirmam ainda que se trata de uma reação ao gesto do presidente Jair Bolsonaro, que vetou o Projeto de Lei 823/2021 (PL Assis Carvalho), proposta que, alegam, seria uma iniciativa organizada pelos movimentos populares do campo para garantir a soberania alimentar no país através de subsídios e investimentos na agricultura familiar. “Isso demonstra que o Governo Federal é culpado pela miséria e pela fome dos brasileiros e brasileiras”, afirmam.

A reportagem fez contato com a Aprosoja Brasil e a Frente Parlamentar Agropecuária, que ainda não se manifestaram sobre o assunto.

A Aprosoja se viu envolvida nos movimentos autoritários realizadas no dia 7 de Setembro. O presidente da associação, Antônio Galvan, foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, acusado de financiar atos contra a corte no Dia da Independência. Galvan acabou proibido de se aproximar da Praça dos Três Poderes, em Brasília.
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