Agronegócios
26/03/2020 12:08

Insumos/CoBank: demanda nos EUA deve ser robusta este ano após problemas climáticos em 2019


São Paulo, 25/03/2020 - A demanda por agroquímicos, fertilizantes e serviços agronômicos nos Estados Unidos deve ser robusta este ano, tendo em vista a condição atual dos campos e a expectativa de um aumento da área plantada com milho e soja, segundo relatório da Knowledge Exchange, braço de pesquisa do banco CoBank. No ano passado, o clima excessivamente úmido no Meio-Oeste dos EUA atrapalhou tanto o plantio quanto a colheita desses grãos.

"O tamanho da área não plantada e não colhida no ano passado cria uma situação em que há trabalho extra a ser feito", diz o principal economista especializado em grãos no banco, Ken Zuckerberg. "A área não colhida não será cultivável de uma perspectiva agronômica até que a safra seja retirada do campo, e a área que não foi semeada no ano passado vai exigir mais tempo e manutenção neste ano."

De acordo com o relatório, a aplicação de agroquímicos e fertilizantes e outras atividades vão ocorrer mais tarde do que o normal em áreas que não foram colhidas no ano passado. Já a área que não foi semeada vai exigir mais atenção para o controle de ervas daninhas, doenças e insetos.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou em dezembro do ano passado que 8% da safra de milho não tinha sido colhida, em comparação a uma média de 1,4% nos três anos anteriores. "Agricultores em áreas afetadas podem necessitar de mais serviços agronômicos e apoio do que o normal este ano, só para recuperar o atraso", diz Zuckerberg.

Segundo o banco, o clima adverso é um dos fatores de risco na atual temporada, com a previsão de chuvas acima da média durante a primavera no Hemisfério Norte, em solos que já estão saturados. As vendas de insumos e serviços podem ser afetadas se o clima atrapalhar novamente o plantio, diz o relatório.

Um fator de risco difícil de quantificar no momento, de acordo com o banco, é a pandemia de coronavírus, que pode resultar em problemas nas cadeias de suprimentos e na exportação de grãos, seja por causa de gargalos logísticos ou devido ao fortalecimento do dólar.
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