Economia & Mercados
14/10/2020 08:49

Exclusivo: Energisa prepara entrada no Rio de Janeiro com geração distribuída da Alsol


Por Wilian Miron

São Paulo, 13/10/2020 - A Energisa prepara a expansão de seu negócio de geração distribuída para o mercado do Rio de Janeiro, por meio de sua subsidiária Alsol, que atua com este formado em Minas Gerais. A empresa já mapeou um terreno e está desenvolvendo o projeto básico de uma usina solar de 3 megawatts pico (MWp), que deve oferecer energia na área de concessão da Enel no Estado. As obras estão previstas para começar no início do ano que vem.

A chegada da Alsol no mercado fluminense ocorre após a aprovação pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em julho, da lei 8.922/2020, que autoriza a isenção do Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) para consumidores de energia elétrica com microgeração (com potência instalada igual a 75 kW), ou minigeração (com potência instalada de até 5 MW), incluindo nas modalidades de auto-consumo remoto e geração distribuída compartilhada.

Segundo o diretor de tecnologia da Alsol, Gustavo Malagoli Buiatti, além do incentivo fiscal, a empresa identifica no Estado elementos que tornam a geração distribuída possível: alto índice de insolação, preço da energia elevado, o surgimento de políticas públicas que incentivam a adoção do modelo e questões culturais. "O Rio de Janeiro reúne condições como alto nível de irradiação solar, valores de tarifas de energia elevados e a isenção do ICMS. Com isso vamos começar a implantar as primeiras usinas", disse ele.

O modelo de negócios da Alsol é baseado em oferecer energia soltar fotovoltaica a Pequenas e Médias Empresas (PMEs) próximas ao ponto de geração, por meio da injeção da eletricidade gerada nos parques solares na rede das distribuidoras. Uma vez que o consumidor está próximo ao ponto onde a energia é gerada, o índice de perdas da eletricidade é menor, reduzindo os custos tanto para o gerador, quanto para o consumidor. As empresas que adquirem essa energia recebem créditos na conta de luz referentes ao que foi gerado, e, com isso, chegam a economizar aproximadamente 20% do valor médio das contas de luz, segundo a Alsol.

De acordo com Buiatti, a construção de uma fazenda solar fotovoltaica no Rio de Janeiro é apenas uma parte do projeto de expansão da Alsol para 2021. A empresa também tem planos de construir 15 empreendimentos solares no ano que vem, sendo a maioria desses projetos em Minas Gerais, onde tem presença marcante na cidade de Uberlândia.

Ainda este ano, a Alsol pretende inaugurar duas fazendas solares, nas cidades de Iraí de Minas e Piumhi, as duas com 3 MWp, levando a capacidade de geração da empresa a 27 MWp. Estas usinas vão se somar a outras quatro que foram inauguradas neste ano: Jardim II, Capim III, Santa Rosa e Granja Mariuleusa I. A fazenda solar de Piumhi será dedicada a atender clientes da parceria firmada recentemente com o Banco Inter, para levar energia solar a consumidores residenciais da base de clientes da instituição financeira.

Por meio desta parceria, usuários do aplicativo do banco com residência em Minas Gerais e que tenham uma conta de luz de aproximadamente R$ 500 mensais, poderão contratar o serviço.

Nesta parceria, segundo o diretor de tecnologia da Alsol, a subsidiária da Energisa fará 100% do investimento nos empreendimentos de geração, enquanto caberá ao banco a captação dos potenciais clientes para o serviço.

Esta parceria marca o avanço da Alsol para atacar um nicho de consumidores que até não eram atendidos da empresa, o de pessoas físicas.

Contato: energia@estadao.com; wilian.miron@estadao.com
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