Política
10/12/2019 21:35

Lula: Tenho compromisso de fé de provar que este País não pode ser governado por quem o governa


Por Nicholas Shores e Ricardo Galhardo

São Paulo, 10/12/2019 - Sem citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira ter o "compromisso de fé" de provar que o Brasil "não pode ser governado pelo tipo de gente que está governando este País".

"O nosso povo já aprendeu a ter emprego, a ter salário melhor, a comer três vezes por dia, a ter uma casinha própria, a andar de avião, a viajar esse país fazendo turismo, a ter dignidade", discursou o petista a uma plateia de apoiadores no Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, durante ato de lançamento da segunda edição do seu livro "A verdade vencerá - O povo sabe por que me condenam". "Essa gente que está aí, que considero gente do mal, não está aí para construir, está para destruir todos os sonhos que construímos ao longo de tantos anos de luta."

Antes de Lula se pronunciar, o jornalista Juca Kfouri, que participou da obra, avisou que o ex-presidente não faria um "pronunciamento à nação", mas apenas um "agradecimento", pois estava com um incômodo na garganta. Ao menos até o discurso do petista começar, o clima no Sindicato dos Bancários era apenas morno. Ainda que o evento tenha começado duas horas depois do horário anunciado, os seus apoiadores não ocuparam todas as cadeiras dispostas na quadra, e havia espaço de sobra nas arquibancadas nas laterais do espaço.

Mandando recados ao que considera adversários, como o governo Bolsonaro, a Lava Jato e a imprensa, Lula disse que, "como eles sabiam que, se dependesse do voto, eu ganharia (a eleição presidencial de 2018), resolveram construir mentiras". Ele afirmou também que vai "descansar um pouco" pelos próximos dias, mas, a partir de janeiro, "o Lula estará na rua outra vez". "Sou a evolução política do povo trabalhador brasileiro. Se o povo brasileiro evolui, eu evoluo."

Ao abordar o período em que permaneceu preso, o ex-presidente disse que tem um convite para deixar o Brasil e receber asilo em uma embaixada, mas "resolveu ficar".
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