Política
07/12/2017 16:08

Se debate não puder acabar este ano, vai ter de seguir em 2018, diz Maia, sobre Previdência


Brasília, 07/12/2017 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta tarde que o tema da reforma da Previdência vai predominar nos debates eleitorais no próximo ano se a proposta não avançar no Congresso. "Se esse debate não puder acabar este ano, ele vai ter de continuar no ano que vem, na eleição, até que a gente consiga construir uma maioria que entenda que as contas públicas, o equilíbrio (fiscal), não é uma questão ideológica", declarou.

Segundo Maia, a proposta estará em discussão até que haja votos para aprová-la em algum momento. Para o deputado, o tema continuará sendo debatido nas eleições porque não há solução para as contas públicas que não passe pela reforma previdenciária. "Não há solução possível fora da reforma da Previdência", insistiu.

Maia afirmou que continuará trabalhando para garantir a votação ainda este ano. "Se for votar essa matéria e a expectativa for de derrota, você vai ficar no máximo com 200 votos. Com a expectativa de vitória, você pode ter até mais do que a gente imagina. Se a expectativa for de derrota, deputado não vota: ou ele vota contra ou ele sai do plenário", disse.

Cautelares
Maia disse que é preciso aguardar qual decisão sairá do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as medidas cautelares sugeridas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro preso Geddel Vieira Lima. "Preciso receber a decisão para ver qual decisão a Câmara precisa tomar ou não", desconversou.

Ele, no entanto, lembrou que a eventual cautelar deferida pelo STF precisa de autorização do Parlamento. "Se a cautelar estiver interferindo no exercício do mandato, na Casa ou no Estado do parlamentar, tem interferência no mandato, aí a gente tem que decidir. Se não, não", completou.

Hoje, PSOL e Rede entraram com uma representação contra Vieira Lima no Conselho de Ética pedindo a cassação do mandato. O peemedebista, que não aparecia no plenário desde o dia 27 de novembro, foi visto hoje no cafezinho da Casa. O deputado chegou a se emocionar, mas não quis comentar a representação por quebra de decoro parlamentar.

O deputado foi denunciado pela PGR por crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa junto com seu irmão, Geddel. Ao pedir o recolhimento noturno do deputado, a PGR requereu também monitoramento eletrônico. (Daiene Cardoso)
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