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19/12/2018 18:49

ERRATA: Investimento em bolsa de valores apresenta boa oportunidade para 2019


São Paulo/SP--(DINO - 19 dez, 2018) - Em um ano marcado por grande volatilidade nos mercados locais, devido às eleições, e outros fatores que afetaram diretamente a economia brasileira, como a greve dos caminhoneiros, os papéis prefixados com vencimento de 3 anos registraram a melhor performance em 2018 (11% no ano), até 30 de novembro, quando são avaliadas as rentabilidades por unidade de risco.

Para 2019, gestores de investimento preveem a bolsa de valores como a melhor oportunidade. Mas dependerá de cenário externo estável e a Reforma da Previdência bem encaminhada pelo novo governo e votada por um Senado e Câmara que foram completamente renovados. Neste ano, a bolsa teve até uma rentabilidade maior que os títulos prefixados (17%), mas o risco foi amplo.

"Olhando para 2019, estamos cautelosamente otimistas. Entendemos que o cenário externo está mais desafiador, porém não vemos uma recessão eminente, fato que deveria dar um suporte aos mercados de risco. Localmente, passado período eleitoral, entendemos que houve uma renovação significativa tanto do Congresso como do Senado e um presidente comprometido com reformas estruturais necessárias para trazer solvência ao país e aumentar a produtividade da economia brasileira", afirmou Dennis Kac, sócio da gestora de patrimônio Brainvest.

Para Kac, ministros e executivos nomeados por Jair Bolsonaro se mostram muito mais técnicos e menos políticos. "É um sinal de que, pelo menos no âmbito das ideias, as reformas estruturais serão robustas o suficiente para colocar o Brasil numa nova rota mais próxima das economias liberais. A grande dúvida continua sendo a capacidade de execução dessas reformas que são impopulares e terão que ser aprovadas por esse novo Congresso e Senado. A mais importante é a Reforma da Previdência. Sem ela, o governo estaria fadado ao fracasso dada a fragilidade fiscal da economia brasileira".

A Reforma da Previdência poderá influenciar a manutenção da Selic por um período maior do que o esperado pelo mercado. Segundo estrategistas financeiros da gestora, uma vez aprovada, a taxa de juros de equilíbrio da economia brasileira será mais baixa do que a atual.

"Isso acaba postergando a necessidade de novos aumentos de juros no curto prazo e mesmo numa situação onde a economia surpreenda positivamente, com os agentes de mercado levando o Banco Central a elevar a taxa de juros, estaríamos falando de um ajuste fino 100-150bps, mantendo assim ainda juros nominais (7,50% - 8,0%) ainda extremamente baixos, comparado ao histórico brasileiro", falou Dennis Kac.

A Brainvest fechou o ano com aproximadamente R$ 5,5 bilhões em gestão em seus escritórios do Brasil, Genebra e Miami. De olho em 2019, a butique de investimentos espera que, com uma boa indicação de aprovação da Reforma da Previdência, seja o momento ideal para adicionar mais risco aos portfólios - aumentando o percentual de ações e alongando os vencimentos de títulos prefixados e indexados à inflação.

"Na virada de 2017 para 2018 entendíamos que o cenário eleitoral traria volatilidade para os mercados locais e decidimos por reduzir parte do risco do portfólio (papéis prefixados e IPCA+). Adicionalmente a essa redução, durante a greve dos caminhoneiros em maio de 2018, decidimos comprar uma proteção através de uma estrutura de opções de dólar com intuito de reduzir ainda mais a volatilidade dos portfólios. No fim de setembro, optamos por 'vender' essas opções e voltamos a adicionar risco aos portfólios logo após o resultado do primeiro turno eleitoral", explicou Kac.

Website: http://www.brainvest.com

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