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30/11/2017 18:20

Como a tecnologia auditiva está revolucionando a vida de crianças e adultos no Brasil


São Paulo, SP. --(DINO - 30 nov, 2017) - Clipe para telefone, microfone para ouvir a distância, produtos à prova d'água. Os deficientes auditivos nunca tiveram um patamar de audição tão elevado e que permitisse aproveitar o cotidiano ao máximo. É um assunto tão relevante que, pela primeira vez, os desafios das pessoas surdas estiveram presentes no tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com a pesquisa EuroTrak, realizada na Europa entre 2015 e 2016, 82% dos usuários de aparelhos auditivos dizem ter melhorado a qualidade de vida. No Japão, esse número corresponde a 85% do grupo (JapanTrak). Os resultados mostram que os impactos dessa tecnologia são sentidos não só na capacidade de comunicação, vida social e saúde mental, mas em uma sensação de mais segurança para quem os utiliza. No caso dos implantes cocleares - dispositivos que enviam as informações sonoras diretamente ao nervo auditivo e que complementam os aparelhos -, o impacto também é sentido, já que eles ficaram mais simples de usar e trouxeram maior efetividade para o usuário."Quando comecei a trabalhar com implantes cocleares, não existia uma preocupação estética e tampouco pensávamos que os surdos profundos poderiam falar ao telefone ou escutar e apreciar a música. Os aparelhos eram grandes, usavam pilhas palito e as crianças tinham de usar uma 'caixinha' no bolso da roupa ou pendurada como uma mochila. Hoje em dia, além de serem cada vez menores e discretos, os processadores funcionam com bateria recarregável e entregam benefícios auditivos nunca antes imaginados", diz Valéria Oyanguren, fonoaudióloga e especialista em audição. Os dispositivos Cochlear? True Wireless, por exemplo, funcionam sem laços ao redor do pescoço e sem fios conectados, permitindo que o usuário se envolva e interaja em inúmeras situações de audição desafiadoras - seja conversando ao telefone com um amigo, saindo para jantar, assistindo a um filme no cinema ou em uma reunião de negócios. "Uma criança usuária de implante coclear em sala de aula pode ouvir a professora a uma distância de até 25 metros, se ela estiver usando esses dispositivos wireless, ou seja, isso permite que um deficiente auditivo profundo passe a ouvir melhor do que uma criança ouvinte nessas condições de distância e barulhos. A tecnologia está evoluindo incrivelmente e a surdez deixou de ser uma barreira para falar ao telefone", explica Valéria. Em breve, chegarão ao País processadores com a tecnologia MFI (Made for I-phone) e com um aplicativo instalado no telefone da Apple, os usuários poderão regular sua audição, falar ao telefone e ouvir música sem a necessidade de outros acessórios. Eles poderão, ainda, monitorar o quanto de fala estão ouvindo por dia, além de usar o GPS do celular, caso percam o dispositivo. Outra vantagem dos dispositivos Cochlear? True Wireless é a utilização da mesma plataforma de 2,4 GHz (em que os dispositivos Bluetooth® e Wi-Fi normalmente usados operam). Com a tecnologia sem fio, ela necessita apenas da pressão de um botão de conexão para ligar o processador de som e, em segundos, fazer o usuário se conectar. No entanto, a inovação vai além do wireless. Passa por leveza, design, tamanho e usabilidade em condições diversas. Voltado para experiências que envolvam exposição à água, o Cochlear Aqua+ permite que o deficiente auditivo caminhe na chuva, pule na piscina, entre na banheira ou até mesmo faça hidroginástica com a confiança de que seu sistema continuará funcionando. História contada em livro A tecnologia auditiva que transforma vidas também é tema do livro "E Não É Que Eu Ouvi?", de Lak Lobato e Eduardo Suarez, uma história ilustrada, tocante e inclusiva, destinada a crianças surdas ou com deficiência auditiva, seus pais e a todos aqueles que se identificam com o tema da inclusão. Com lançamento marcado para 2 de dezembro, em São Paulo, a obra conta a jornada de Lalá, que deixa de ouvir durante o sono e sonha em voltar a escutar para ouvir o mágico barulho do pôr do sol. O livro foi escrito para que crianças possam se identificar, seja porque usam implante coclear ou porque possuem parentes e colegas que fazem uso dessa tecnologia auditiva; para pessoas com surdez severa ou profunda; e para que crianças ouvintes tenham a possibilidade de aprender sobre a deficiência auditiva, as diferenças e na interação com outra criança surda. O texto destina-se, ainda, a pais e professores que desejam aprender, se conscientizar e ensinar sobre o tema. "Ao conceber o livro, lembrei de quando perdi a audição e me vi, aos 10 anos de idade, lendo centenas de livros infantis para compensar a falta de passatempos (ouvir música, assistir televisão se tornaram inacessíveis pela falta de audição) e eu buscava uma personagem com quem pudesse me identificar. De repente, eu era diferente das princesas da Disney, já que nenhuma delas tinha deficiência auditiva. A vontade de atingir o público infantil, aliada à necessidade que eu mesma senti de ter uma personagem com quem me identificasse, transformou a Lalá numa espécie de sonho para realizar", diz Lak, que recuperou a audição graças a um implante coclear. "Ler para as crianças é fundamental para desenvolver a imaginação, a memória, a curiosidade, o desenvolvimento intelectual e ainda estreitar as relações familiares. Todo bom livro infantil é, por si só, uma ótima ferramenta para tudo isso e, neste caso, o livro ainda traz uma história que ajuda a entender sobre a deficiência auditiva", diz a fonoaudióloga Valéria Oyanguren, convidada pelos autores para explicar ao leitor como funciona a audição, por meio da tecnologia auditiva. "Assim, os pais ou educadores que estão lendo o livro podem entender um pouco mais sobre as indicações da tecnologia, os tipos de perdas auditivas que existem e os danos que a dificuldade de audição pode gerar no desenvolvimento de linguagem e cognição de uma criança", diz Valéria, que desenvolve um trabalho com Implante Coclear desde 2002. A campanha de financiamento coletivo do livro teve apoio de 334 pessoas, o que resultou em quase 800 livros já reservados antes mesmo do lançamento.Serviço:Lançamento: 'E Não É Que Eu Ouvi?'Livraria Casa de LivrosRua Capitão Otávio Machado, 259 - São Paulo2 de dezembro13h às 17hPara saber mais, acesse o site:www.DesculpeNaoOuvi.com.

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