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31/10/2017 11:59

Bitcoin - o que é preciso para as moedas digitais se popularizarem


São Paulo, SP--(DINO - 31 out, 2017) - O Bitcoin, a primeira moeda digital de que se tem notícia, levou 1.700 dias (ou quase cinco anos) para sair do zero e valer US$ 1 mil. Depois foram mais 61 dias para sair dos US$ 4 mil e chegar aos US$ 5 mil. Em outubro deste ano, a criptomoeda bateu um novo recorde e atingiu US$ 6 mil. Apesar disso, analistas financeiros e de tecnologia afirmam que o Bitcoin está "antes da curva", ou seja, apenas uma minoria conhece, usa ou tem. Os especialistas também são unânimes ao afirmar que, no último ano, esse conhecimento tem se expandido, e mais investidores têm entrado no mercado. Mas ainda resta a dúvida: quando, de fato, o Bitcoin vai se popularizar?

Para Safiri Felix, business developer na ConsenSys e colaborador da série Empiricus Crypto Alert (goo.gl/r9GzYa), o que falta é a criar uma espécie de iTunes das criptomoedas, uma plataforma que facilite o acesso a qualquer pessoa minimamente familiarizada com a tecnologia. "Antes do iTunes, eu baixava música em casa, mas minha mãe não conseguia acessar aquilo, pois a interface não era simples", exemplifica. Apesar de esse tipo de tecnologia ainda não existir para o Bitcoin, Safiri afirma que as pessoas mais talentosas do mundo já trabalham nesse sentido. "Devemos ter um salto de usabilidade grande nos próximos anos", disse durante o CrytoDay, evento organizado pela Empiricus no mês de outubro.

No entanto, outros especialistas que participaram do evento acreditam que as dificuldades passam pela preocupação que a maioria das pessoas ainda tem com a segurança do blockchain. "Hoje, estamos no mercado de criptomoedas como estávamos com o computador na década de 1990. Por isso, a educação é importante", alerta a advogada especialista em blockchain e cryptocurrencies Helena Margarido. Já para Edmilson Rodrigues, CEO da Swapy, o problema está na falta de um marco regulatório dos governos para empreendedores e investidores. "Isso deve acontecer nos próximos dois anos", avalia.

Para Don Tapscott, autor do livro "Blockchain Revolution: Como a tecnologia por trás do Bitcoin está mudando o dinheiro, os negócios e o mundo", que também esteve no evento CryptoDay, as criptomoedas vão acabar se popularizando como meio de pagamento. "Precisamos de novos sistemas de pagamentos em todos os níveis, inclusive global. No momento, nosso sistema é ineficiente e falta funcionalidade. O pagamento deveria ser instantâneo, mas hoje, às vezes, demora até um mês. Com o Bitcoin isso muda".

A REGULAÇÃO DO BITCOIN

Os bitcoins, ou qualquer outra moeda digital, não são consenso entre os países. Alguns já definiram o que são as criptomoedas: no Japão, elas são reconhecidas como moedas. Nos Estados Unidos, como ativo financeiro e moeda. Apesar disso, a China proibiu em setembro a captação de recursos por meio de ofertas iniciais de moedas digitais (ICOs na sigla em inglês). "A longo prazo acredito que os governos vão competir pelos empreendedores e inovadores. E aqueles que abraçaram a inovação antes, vão chegar na frente", destaca Rodrigues.

No Brasil, o Bitcoin ainda é tratado como mercadoria e não existe regulamentação. Por enquanto, ele é autorregulado. Ou seja, de acordo com Helena Margarido, no Brasil existe o princípio da legalidade, que diz que pessoas físicas ou jurídicas podem fazer com o capital tudo aquilo que a lei não proíbe. E se não existir algo ou alguém que determine como deve ser feito, pode-se fazer da maneira que quiser. "Somos livres, mas as pessoas pensam o contrário: 'Não existe lei que diz que posso aceitar Bitcoin no meu negócio, então melhor não aceitar'", argumenta.

Do ponto de vista de investimento, Safiri destaca que o fato de o Bitcoin não ser regulado no Brasil é uma oportunidade. "Enquanto não for regulado, o preço vai dar os maiores saltos. Como devemos caminhar para isso [regulação], temos uma janela de oportunidade, entre agora e o momento em que isso acontecer, que coloca o investidor que se posicionar antes em vantagem", explica. A expectativa é que após a regulamentação sejam criados vários instrumentos de investimento para as criptomoedas.

O MERCADO BRASILEIRO

Apesar de muito jovem, o mercado brasileiro já começa a ter infraestrutura para dar vazão aos novos investidores. Na última grande valorização, entre agosto e setembro, por exemplo, a infraestrutura das corretoras não aguentou o fluxo de novos usuários. "Isso nada mais é do que as dores do crescimento", afirma Safiri. O colaborador da Empiricus alerta ainda que as operadoras brasileiras operam com taxas muito acima das internacionais. "Isso acaba consumindo mais da rentabilidade do investidor."

As eleições de 2018 também podem valorizar ainda mais as criptomoedas. Até porque o Bitcoin está atrelado ao dólar. "Dependendo de como o período eleitoral se formar, podemos ter um movimento no dólar que pode puxar o Bitcoin. Assim, serão dois vetores de valorização que podem dar ao ano que vem um resultado muito melhor que este ano", garante Safiri.

COMO CONFIAR NA CRIPTOGRAFIA

O blockchain nasceu em 2009 junto com a primeira criptomoeda, o Bitcoin. A tecnologia surgiu para ser um sistema de registros que garantisse a segurança das operações realizadas com as moedas digitais. Ou seja, é como um grande livro de contabilidade no qual é possível validar as transações. "Apesar de ser possível fazer operações anonimamente, todo mundo enxerga o que está acontecendo. Sei que parece confuso, mas o sistema permite transparência e anonimato ao mesmo tempo", explica Tapscott.

Tapscott ressaltou ainda que faz oito anos que tentam hackear o sistema do Bitcoin e até o momento isso não foi possível. "É como tentar transformar nuggets em frango novamente. Não vai acontecer. O blockchain é extremamente mais seguro que qualquer outro sistema de banco em São Paulo ou do governo brasileiro", avalia o consultor em estratégia corporativa.

AINDA VALE A PENA COMPRAR BITCOIN?

Para os especialistas, não resta dúvida: é claro que ainda vale a pena comprar moedas digitais, por conta do grande potencial que as criptomoedas têm no médio e longo prazos. "Sempre é uma boa hora para comprar e armazenar Bitcoin. No futuro, podemos lembrar de hoje como sendo algo que era extremamente barato", alerta Rodrigues.

Quer saber mais sobre Bitcoin? Acesse este guia completo preparado pela Empiricus:

Website: https://www.empiricus.com.br/artigos/bitcoin/?XE-ME-DINO-X-X-X-REF-X-X

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