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09/05/2019 12:53

Curso ensina como fazer apresentações impactantes


São Paulo, SP--(DINO - 09 mai, 2019) -
Saber falar em público se tornou uma habilidade essencial no ambiente competitivo atual, sendo fator determinante para ajudar na promoção de executivos e gestores, na expansão e fortalecimento de relacionamentos de empreendedores e na capacitação de profissionais nas mais diversas áreas.

Pensando nisso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie realizará nova turma do Curso de Extensão Conduzindo Apresentações de Alto Impacto, em São Paulo, de 01 a 15 de junho. Saiba mais em: https://www.mackenzie.br/cursos-curta-duracao/universidade/comunicacao/conduzindo-apresentacoes-de-alto-impacto/

O curso, que tem como objetivo capacitar os participantes para prepararem e realizarem apresentações claras, objetivas e impactantes, utilizará a metodologia “aprender fazendo”, que mescla simulações, gravações em vídeo e feedback contínuo para promover o autoconhecimento e a prática dos participantes.

Segundo o coordenador do curso, professor Marco Aurélio Morsch, do CCSA da Universidade Mackenzie, esta metodologia tem se demonstrado efetiva não somente na capacitação dos participantes para utilizar as mais avançadas técnicas da oratória, mas sobretudo para auxiliar na autogestão da ansiedade e do medo que costumam tomar conta das pessoas na hora de falar em público.

O programa é dirigido a gestores, líderes, empreendedores, profissionais de organizações públicas ou privadas, professores e tutores de EAD, alunos de graduação e pós-graduação que buscam aprimorar técnicas de apresentação em público e provocar alto impacto em suas apresentações. Detalhes sobre o conteúdo do programa podem ser obtidos na página do curso, onde a coordenação também colocou à disposição dos interessados um eBook gratuito com alguns tópicos do curso.

Além de contar com a participação do Prof. Morsch, o curso será ministrado pela professora Luzia Esgolmin, mestre em administração de empresas, palestrante e consultora de gestão e negócios, que atua como master trainer há mais de 15 anos e o professor Fernando Berlezzi, que é mestre em educação, arte e história da cultura e é produtor de cursos de EAD e programas para a TV Mackenzie.

Estudo revela que medo de falar em público é maior que o medo da morte

Uma pesquisa realizada em 1973 e publicada no jornal londrino Sunday Times, surpreendeu o mundo ao revelar que o medo de falar em público é considerado o mais forte temor entre os humanos, superando até o medo da morte, o medo de altura, o medo de problemas financeiros, de doenças e de águas profundas. Embora nos meios acadêmicos a validade deste estudo tem sido questionada, muitos outros trabalhos e pesquisas vem corroborando o elevado temor que a oratória exerce sobre as pessoas.

“Existe até um termo que incorpora esta situação”, explica Morsch. Segundo o professor, o medo de falar em público é um tema estudado há décadas. O suficiente para gerar um termo específico no vocabulário para designar este estado fisiológico e emocional: glossofobia. “Um termo meio ‘geeky’ ou ‘cool’ que vem do grego, já que ‘glossa’ é língua e ‘fobia’ é medo, e que se refere ao que você sente quando está esperando para iniciar ou está realizando uma apresentação em público”, esclarece Morsch.

Outra pesquisa mais recente, feita pela especialista norte-americana Darlene Price, autora do livro “Well Said: presentations and conversations that get results”, relata que centenas de gestores afirmaram que um dos seus três maiores desafios como executivos é conduzir apresentações persuasivas e que gerem resultados.

Para Morsch, que também é fundador da Morsch Consulting, e acumula mais de 25 anos de experiência em palestras, cursos e treinamento, a causa dessa dificuldade reside na ansiedade, insegurança e tensão nervosa que antecede e permeia os momentos das apresentações em público. O consultor cita um artigo recente da revista Psychology Today que revelou que 1 em cada 4 pessoas reportaram se sentirem ansiosas quando precisam falar em público. Ou seja, 25% dos entrevistados.

“Embora o medo nos ensine a nos protegermos em situações de risco, ele não pode ser um obstáculo para deixar que um apresentador deixe de compartilhar seu conteúdo valioso, suas histórias inspiradoras e suas soluções inovadoras sobre um determinado tema. Pois isso, seria uma perda para todos: apresentador e plateia.” explica Morsch.

Por que as pessoas têm medo de falar em público?

De acordo com o professor, as teorias que exploram o medo de falar em público identificam quatro fatores que contribuem para o medo: a fisiologia, os pensamentos, as situações e as habilidades.

– Fisiologia. O Medo e a ansiedade envolvem a excitação do sistema nervoso autônomo em resposta a um estímulo de potencial ameaça, quando então nossos corpos se preparam para a batalha. Essa hiperexcitação leva à experiência emocional do medo e interfere em nossa capacidade de agir confortavelmente diante do público. Isso, eventualmente, nos afasta de querer oportunidades de falar em público. Alguns pesquisadores sugerem que há pessoas que geralmente experimentam maior ansiedade em diferentes situações e, portanto, são mais propensas a se sentirem ansiosas em falar em público.

– Pensamentos. As crenças das pessoas sobre falar em público e sobre si mesmas ou o medo de serem julgadas ou ainda a preocupação com o que as pessoas vão pensar costuma gerar ansiedade e estresse elevado. Pesquisas feitas pela neurociência, por meio de ressonâncias magnéticas, tem ajudado a investigar os cérebros de atletas e líderes empresariais. A Dra. Sian Beilock, da Universidade de Chicago, autora do livro “Choke”, testou pessoas em situações de alta pressão, preocupadas com o que os outros iriam pensar sobre suas apresentações. Elas acabaram “sufocando” e “tropeçando” em suas performances, fazendo apresentações ruins.

– Situações. “Existem situações que podem deixar a maioria das pessoas mais ansiosas, como por exemplo: falta de experiência, grau de avaliação, diferença de status, novas ideias e novos públicos”, esclarece Morsch.

– Habilidades. “Falar em público é uma habilidade, como a própria comunicação. Logo ela é uma competência que pode ser aprendida e desenvolvida. Assim, pessoas que não possuem esta habilidade sentem mais medo do que aquelas que são naturalmente mais comunicativas e tem maior autoconfiança. O antídoto para esse medo é o desenvolvimento da competência”, explica Morsch.

Estratégias para vencer o medo e a ansiedade

Para Morsch, quando preocupações e insegurança inundam o cérebro, é muito difícil o executivo funcionar com alta performance. Por isso, o professor recomenda algumas estratégias para lidar com esses medos e dominar a presença no palco.

– Reavaliação cognitiva: mudando o canal

 “Quando alguém pensa algo negativo – tipo ‘eu não sou bom orador’ ou imagina o fracasso, o cérebro começa a processar essa informação. Quer dizer, você está visualizando um cenário futuro pessimista. Isso aumentará a sua insegurança” afirma Morsch. “Mas, se a pessoa ‘mudar de canal’ e substituir a imagem ou pensamento por uma visão positiva e de sucesso, desde que pragmática e não insípida e sem sentido, ela estará modulando sua emoção. Por exemplo, a pessoa pode reformular, pensando ‘eu posso ser um apresentador confiante em evolução”, conclui o professor.

Segundo o neurocientista Gregory Berns, autor do livro “O Iconoclasta”, “reavaliação cognitiva é o ato de reinterpretar a informação emocional de tal forma que o componente emocional é diminuído”.

Para Berns, “Há uma crescente evidência neurobiológica de que quando as pessoas reavaliam as circunstâncias emocionais, o córtex pré-frontal entra em ação e inibe a amígdala”. Em outras palavras, a parte do cérebro que dispara a resposta de luta ou fuga e eleva a frequência cardíaca quando se fala em público – é mais fácil de domar quando reformulamos nossos pensamentos internos de negativos para positivos.

Pesquisadores da Universidade de Columbia em um artigo recente concluíram que podemos mudar a maneira como nos sentimos mudando a maneira como pensamos, diminuindo assim as consequências emocionais de uma experiência angustiante. “Reformular a maneira como pensamos sobre eventos externos não é nada novo, pois Shakespeare já dizia que não existe o bom ou mau, mas o que o pensamento o faz”, conclui Morsch.

– Preparação

Uma das maneiras mais eficazes de diminuir a ansiedade e o medo diante de uma apresentação é por meio de um planejamento e preparação minuciosos do que vai ser abordado na palestra, curso, reunião ou treinamento. “A preparação é uma das fases mais importantes da apresentação. Representa 50% do sucesso! Se você sabe por que está lá, qual é o seu propósito, analisou o perfil e expectativas do público, planejou o conteúdo, ensaiou as estórias e exemplos, definiu a estrutura e os tempos para cada tópico e recursos audiovisuais, sua ansiedade e insegurança tenderão a diminuir muito”, esclarece Morsch.

– Ensaio, ensaio, ensaio

Embora o ensaio faça parte da preparação, ele merece ser enfatizado aqui, pois ele tem papel determinante no alívio do estado nervoso. O ensaio é como um treinamento, baseado na noção de que “a prática faz a perfeição”. Para Morsch, “O ensaio aqui deve ser como aqueles treinamentos sob pressão que os ‘navy seals’ fazem – isto é, de maneira exaustiva e estressante. Sem parar! Ensaiando, ensaiando, ensaiando. Depois de tanto ensaio, a apresentação sairá no automático, mas de maneira consciente.”

– “Desligando” os nervos

Para fazer uma boa apresentação é necessário estar relaxado. Alguns sinais de nervosismo nem sempre são claramente identificados e cada pessoa reage de uma forma diferente. Eles podem incluir: secura na boca, uma sensação de “nó no estômago”, aparecimento de um tique no canto do olho, mãos tremulas, palmas suadas, vontade de andar de um lado para o outro, desconforto com cabelo e roupas e tensão generalizada e várias partes do corpo.

Vários oradores públicos, minutos antes de iniciar sua apresentação, procuram um lugar tranquilo e silencioso, para relaxar por 15 ou 30 minutos. “Técnicas de relaxamento tem sido um instrumento eficaz para reduzir o aumento de atividade fisiológica que o corpo produz automaticamente numa situação de estresse. As técnicas de relaxamento envolvem aprender a controlar a respiração, diminuir o ritmo cardíaco e diminuir a tensão nos músculos. Elas ajudam a harmonizar a mente e o corpo, regularizar a respiração, eliminar a ansiedade e tirar a tensão que usualmente antecede as apresentações”, explica Morsch.

– Mudando o foco do desempenho para a mensagem

“As pessoas estão ali para ouvir e se beneficiar da sua mensagem, não para avaliar você. A premissa deve ser: as pessoas vieram para receber alguma coisa. Quando nos damos conta disso, nossa mudança de perspectiva provoca uma abordagem cognitiva diferente. Deixamos de ter medo de sermos julgados pois percebemos verdadeiramente que estamos ali como uma pessoa que veio entregar ‘valor’ e este valor é a nossa mensagem, o nosso conteúdo…e que somos apenas o mensageiro. Esta mudança de foco do ‘eu’ para o ‘eles’ reduz fortemente a ansiedade e o medo”, esclarece Morsch.

De acordo com a Dra. Beilock, o córtex pré-frontal é a sede de nossa capacidade de reavaliar uma situação ou evento. A reavaliação é uma das principais ferramentas cognitivas que usamos para refletir sobre o que fazemos e o que os outros fazem e, consequentemente, mudar nossas próprias reações emocionais.

Nessa linha, Morsch destaca que o grande diferencial do curso é a utilização de filmagem das apresentações feitas pelos alunos durante as aulas e posterior visualização pelos mesmos, juntamente com feedback dos professores, permitindo assim a análise, avaliação, reavaliação cognitiva e aprendizado. Por meio desta metodologia, os alunos evoluem continuamente, ao longo do curso, no desenvolvimento dos conhecimentos, competências e habilidades para fazer apresentações de alto impacto.

 



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